Um blog de bola e ant'activos metabolismos lírico-reflexos...de bola, que não debalde-s, ya;
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Temos campeonato!?
Não, não me refiro ao campeonato do Antibolismo... esse, parece que não existe! E, visto que os monólogos aborrecem-me um pouco, vou deixar aqui um veredito de longa duração que pretendo vir confirmar ou refutar lá para o final da época: esta liga portuguesa vai ser disputada quase até ao final entre 4 equipas e uma de três será o campeão - Benfica, Sporting ou Braga. Relativamente ao Porto de Vítor Pereira, terminado o período de experiência (não dá para fazer como ao Del Neri, please?), já deu para perceber que não vai a lado nenhum. As opções absurdas e ridículas dos últimos 3 jogos parecem ser característica de personalidade de um óbvio falhado. Os vencedores cheiram-se à distância (como Mourinhos e Libras-Boas...), enquanto o Pereirinha tresanda a derrota. Se não mudar de treinador, tenho a certeza, desde já, que o FCP não ganhará nada relevante esta época! E o Porto não pode despedi-lo, após a cláusula megalómana que PdC decidiu aplicar a um mero adjunto... a única esperança seria o Sr. Vítor admitir que não serve para treinador principal e demitir-se! Volta, Pedro Emanuel, estás perdoado! Confiar-te-ia a liderança da equipa sem qualquer dúvida... ah, e no domingo torcerei por ti! Até um dia...
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Vitor Pereira e a tática do Ponta-de-Lança Fantasma
O empate de ontem, ante o Feirense de casa emprestada, revelou de forma clara os riscos incompreensíveis assumidos pelo Futebol Clube do Porto, SAD no planeamento do novo plantel. Após a perda de Falcao, figura incontornável do sucesso da última época, que ontem se estreou a marcar na Liga Espanhola (e logo com hat-trick!), a lacuna de um goleador capaz de dar resposta às necessidades e ambições da equipa azul e branca ficou por demais evidente, embora as exibições incríveis do super-herói e do puto James tenham vindo a disfarçar a lacuna nos primeiros jogos da época. Kléber não disfarça, com a sua entrega e vontade, a falta de experiência e sangue-frio para ser um verdadeiro matador; a sua qualidade é notória, mas não mais que a sua insuficiente preparação para a responsabilidade de ser o principal homem-golo da equipa. Mas o plantel está assim (mal) construído e é com essa realidade que os portistas terão de conviver, pelo menos até Janeiro!
Muito mais difícil de compreender são as opções do técnico Vítor Pereira no jogo de ontem! Depois de uma primeira parte que foi uma total nulidade a nível de futebol jogado, Pereira decidiu ao intervalo mudar as coisas: tirou Kléber e colocou Varela, abdicando do avançado centro e apostando num tridente ofensivo constituído por 3 extremos!!! O resultado foi visível: uma segunda parte repleta de cruzamentos para uma terra de ninguém! Como se não bastasse, cerca de 15 minutos depois e perante uma demonstração cabal de falta de eficácia, o técnico dos Dragões achou por bem abdicar do mais combativo dos seus avançados, o Cebola, para apostar num médio box-to-box, Defour, que teve de ocupar o seu lugar num meio campo já super-povoado com Moutinho, Guarin e um desinspirado Belluschi que somava asneira atrás de asneira! Para completar o ramalhete dos disparates, a solução final de Vítor Pereira para resolver um jogo que tresandava a perda de pontos (o empate acaba por ser o mal menor!) foi lançar, a 10 minutos do fim, a arma secreta Djalma, esse portentoso jogador para, imagine-se, a posição de defesa-direito, substituindo Sapunaru!!! Djalma... enfim! que Pinto da Costa tenha contratado este jogador a custo zero, para irritar o seu mais recente inimigo de estimação, o presidente do Marítimo, até se compreende. O que não se compreende é que esse limitadíssimo jogador fique no plantel dos campeões nacionais... e que, todos os jogos, a mando sabe-se lá de quem, tenha de entrar em campo nos últimos minutos, para continuar a demonstrar a perfeita nulidade que é! Pessoalmente, só consigo compreender essa opção por imposição estratégica: visto que Mariano González saiu, o Porto foi buscar Djalma para demonstrar que consegue continuar a ser campeão com um zero à esquerda (e à direita e ao centro!) a jogar regularmente.
O mais grave de tudo isto nem são as patéticas opções táticas para o centro de ataque nem a perda de dois pontos: o problema é que há jogador chamado Walter no banco de suplentes, que até tem por hábito marcar golos sempre que joga, mas que ainda não mereceu a confiança do treinador nem por um minuto, esta época. O que sentirá um jogador que, vendo sair o seu único concorrente direto da equipa, continua a não entrar nas contas do seu treinador? O que sentirá um goleador sentado no banco, vendo que a equipa precisa de marcar golos? E, se não conta para as opções, por que carga de água continua a ser convocado? Será que Vítor Pereira gosta de gozar com a cara feia de Walter? Se calhar CR7 tem razão e é mesmo preciso ser rico e bonito para se jogar à bola...
Como se não bastasse, o puto perdeu a cabeça, já nos descontos, e ficou assim afastado do Clássico de sexta-feira... frustração compreensível de um jovem a quem foi colocada nos ombros a responsabilidade de toda uma equipa. Mais um erro estratégico que pode vir a ter graves repercussões já no próximo jogo! A ver vamos como corre na sexta... mas é urgente que Vítor Pereira encontre uma alternativa válida a Hulk na liderança ofensiva da equipa!
Muito mais difícil de compreender são as opções do técnico Vítor Pereira no jogo de ontem! Depois de uma primeira parte que foi uma total nulidade a nível de futebol jogado, Pereira decidiu ao intervalo mudar as coisas: tirou Kléber e colocou Varela, abdicando do avançado centro e apostando num tridente ofensivo constituído por 3 extremos!!! O resultado foi visível: uma segunda parte repleta de cruzamentos para uma terra de ninguém! Como se não bastasse, cerca de 15 minutos depois e perante uma demonstração cabal de falta de eficácia, o técnico dos Dragões achou por bem abdicar do mais combativo dos seus avançados, o Cebola, para apostar num médio box-to-box, Defour, que teve de ocupar o seu lugar num meio campo já super-povoado com Moutinho, Guarin e um desinspirado Belluschi que somava asneira atrás de asneira! Para completar o ramalhete dos disparates, a solução final de Vítor Pereira para resolver um jogo que tresandava a perda de pontos (o empate acaba por ser o mal menor!) foi lançar, a 10 minutos do fim, a arma secreta Djalma, esse portentoso jogador para, imagine-se, a posição de defesa-direito, substituindo Sapunaru!!! Djalma... enfim! que Pinto da Costa tenha contratado este jogador a custo zero, para irritar o seu mais recente inimigo de estimação, o presidente do Marítimo, até se compreende. O que não se compreende é que esse limitadíssimo jogador fique no plantel dos campeões nacionais... e que, todos os jogos, a mando sabe-se lá de quem, tenha de entrar em campo nos últimos minutos, para continuar a demonstrar a perfeita nulidade que é! Pessoalmente, só consigo compreender essa opção por imposição estratégica: visto que Mariano González saiu, o Porto foi buscar Djalma para demonstrar que consegue continuar a ser campeão com um zero à esquerda (e à direita e ao centro!) a jogar regularmente.
O mais grave de tudo isto nem são as patéticas opções táticas para o centro de ataque nem a perda de dois pontos: o problema é que há jogador chamado Walter no banco de suplentes, que até tem por hábito marcar golos sempre que joga, mas que ainda não mereceu a confiança do treinador nem por um minuto, esta época. O que sentirá um jogador que, vendo sair o seu único concorrente direto da equipa, continua a não entrar nas contas do seu treinador? O que sentirá um goleador sentado no banco, vendo que a equipa precisa de marcar golos? E, se não conta para as opções, por que carga de água continua a ser convocado? Será que Vítor Pereira gosta de gozar com a cara feia de Walter? Se calhar CR7 tem razão e é mesmo preciso ser rico e bonito para se jogar à bola...
Como se não bastasse, o puto perdeu a cabeça, já nos descontos, e ficou assim afastado do Clássico de sexta-feira... frustração compreensível de um jovem a quem foi colocada nos ombros a responsabilidade de toda uma equipa. Mais um erro estratégico que pode vir a ter graves repercussões já no próximo jogo! A ver vamos como corre na sexta... mas é urgente que Vítor Pereira encontre uma alternativa válida a Hulk na liderança ofensiva da equipa!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O 11 de Setembro do futebol português!
É certo que este post surge com 4 dias de atraso... mas, ao fim e ao cabo, o 11 de Setembro já é quase como o Natal: é quando um homem (ou uma mulher, evidentemente) quiser! A euforia mediática do último fim-de-semana, volvidos 10 anos sobre a queda das Torres, prova que o 11 de Setembro deixou de ser apenas uma data e passou a ser sinónimo de "acontecimento trágico com capacidade para transformar o mundo". Obviamente, o que é trágico para uns acaba por ser altamente produtivo para outros, que o digam os dirigentes americanos e os fabricantes de armas que, nesse dia, garantiram um livre trânsito duradouro para testar os novos mecanismos de matar pessoas inocentes - digo, terroristas! Mas não é de política internacional que venho aqui falar hoje. Como em quase todos os aspectos da vida, também há um 11 de Setembro no que respeita ao futebol português. Não, não me refiro ao atentado terrorista do sr. Duarte Gomes, na última jornada, pois esse não irá mudar absolutamente nada... nem sequer a vocação do presidente do Vitória de Guimarães para escolher os seus amigos! Falo de um acontecimento bem mais antigo, que remonta a 07 de Dezembro de 1993. (lembram-se, amigos lagartos?)
Pois bem, nesse trágico dia, o Sporting CP deslocou-se à fria Áustria, mais precisamente à cidade de Salzburgo, para enfrentar o Casino local. Na bagagem, os leões de Bobby Robson (RIP, Sir) levavam uma confortável vantagem de 2-0, obtida no velhinho Alvalade. Porém, o encontro que parecia controlado virou-se irremediavelmente contra a equipa portuguesa quando, em cima dos 90 minutos, os austríacos fizeram o 2-0, empatando a eliminatória. Surpreendido, o Sporting não soube reagir à adversidade nem ao ambiente hostil, acabando por sair derrotado do prolongamento por 3-0. A tragédia, porém, não foi a eliminação em si, mas sim o que lhe sucedeu. Na viagem de regresso a Portugal, o irado Presidente Sousa Cintra não conseguiu digerir a frustração e, ainda em pleno vôo, despediu Sir Robson sem qualquer elegância, momento esse que foi várias vezes recordado pelo próprio, posteriormente, como o único despedimento da sua longa e brilhante carreira. Cintra escolheu o jovem Carlos Queiroz para liderar a equipa, treinador que mostrava uma nova face do ambicioso futebol português, bi-campeão mundial de sub-20 e recentemente despedido da Seleção Nacional sénior por ter sugerido "limpar toda a porcaria que existe na Federação", após afastamento da qualificação para o Mundial-94, aos pés da Itália. Este acontecimento, tal qual caixa de Pandora, despoletou uma série interminável de consequências, ainda em vigor, merecendo o título, na minha opinião, de momento mais marcante do futebol português dos últimos 20 anos, pelo menos. Passo a enumerar algumas das consequências do mesmo:
- dias depois deste incidente, os jogadores do Sporting reuniram-se para um jantar de despedida ao Mister Robson; no regresso desse jantar, o jogador Cherbakov sofre um violento acidente de viação, ficando paralisado da cintura para baixo e terminando assim a sua curta e promissora carreira.
- pouco mais de um mês depois, o FC Porto, com uma primeira volta desastrada, sob o comando do retornado Tomislav Ivic (RIP, também), contrata Robson como treinador. Este chegou às Antas acompanhado por um jovem tradutor, de seu nome José Mourinho e teve como principal adjunto o já residente Augusto Inácio. Esta equipa técnica venceu os dois campeonatos seguintes, dando início ao primeiro (e até hoje único) pentacampeonato do futebol português.
- volvidos dois anos e meio, Bobby e Mourinho rumam a Barcelona, vencendo o campeonato espanhol e a Taça das Taças com o contributo de 3 portugueses: Figo, Couto e Baía. O futebol português e os futebolistas lusos começam a ganhar um destaque internacional nunca anteriormente conhecido.
- Augusto Inácio, que bebeu diretamente da sapiência do Inglês, assume o cargo de treinador principal do Sporting em 1999, conseguindo quebrar a hegemonia do Dragão e recuperando um título nacional que escapava aos de Alvalade há 18 anos. (passados uns meses, foi despedido!)
- Por sua vez, Carlos Queiroz, embora tenha conquistado apenas uma Taça de Portugal ao serviço do Sporting, ganhou o protagonismo suficiente para ser convidado por outro Sir, desta feita o escocês Alex Fergusson, para ser o treinador de campo do colosso Man United. Posteriormente, esta opção parece ter contribuído para um olhar mais atento do clube inglês sobre o mercado português, no qual acabou por investir milionariamente nas contratações de Cristiano Ronaldo, Nani e Anderson.
- Em 2000, o principal pupilo de Robson, o jovem Mourinho, abandona o cargo de adjunto de Louis Van Gal, no Barça, e assume a liderança da equipa do Benfica, a convite de João Vale e Azevedo. Porém, a crise directiva do clube da Luz, após mudança de direcção e entrada de Manuel Vilarinho, afasta o jovem técnico dos destinos do clube. Mourinho queria garantias de continuidade, mas Vilarinho mantinha a convicção de que o treinador certo para o Benfica era Toni. Por outro lado, as relações entre Mourinho e um dos membros da velha guarda benfiquista, Jesualdo Ferreira, não eram as melhores. Assim, após alguns meses na Luz, Mourinho derrota os rivais do Sporting (e detentores do título) por 3-0 e demite-se no final do jogo. Curiosamente, o mesmo destino teve Augusto Inácio, o treinador derrotado nessa noite.
- O resto também é história mais que conhecida: após uns meses na União de Leiria, Mourinho ruma às Antas para devolver a glória a um Porto que já não sabia o que era passar 3 anos consecutivos sem títulos. Nos dois anos seguintes, Mourinho conquista dois campeonatos, uma Taça, duas Supertaças, uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões ao serviço dos Dragões...
- Mourinho marca o mundo do futebol e vai somando títulos por onde passa, transformando o Chelsea num dos grandes clubes europeus e devolvendo a glória europeia a um Inter que andava há décadas procurando-a. No Real, o maior desafio da sua carreira está ainda em crescimento.
- Em 2010, o FC Porto decide prescindir dos serviços do desgastado Jesualdo Ferreira (mal-amado no Dragão, muito por culpa do seu passado mas também da sua falta de ambição, apesar de ter conquistado 3 campeonatos) e contratar o pupilo do pupilo de Robson: o ainda mais jovem André Villas-Boas. À semelhança do seu Mestre, André recupera o domínio interno para o FCP e soma-lhe êxito internacional com a conquista da Liga Europa, logo na primeira época completa como treinador principal! No final, ruma ao Chelsea com a promessa de novos títulos e com ar de desafio ao Real Mourinho...
- Falta ainda ver o que conseguirá o pupilo do pupilo do pupilo... mas Vitor Pereira parece estar a começar bem e ter argumentos para dar continuidade a esta sucessão de êxitos que parece interminável!
Por tudo isto, Sousa Cintra, não te deixarei morrer!!! Foste tu quem despoletou tudo isto, marcando o ponto decisivo de viragem no domínio do futebol português! E, para melhor recordar o 11 de Setembro do futebol português, nada como rever os golos dessa fria noite de 07 de Dezembro de 1993:
http://www.dailymotion.com/video/x8d6ur_casino-salzburg-3-sporting-0-de-199_sport
Pois bem, nesse trágico dia, o Sporting CP deslocou-se à fria Áustria, mais precisamente à cidade de Salzburgo, para enfrentar o Casino local. Na bagagem, os leões de Bobby Robson (RIP, Sir) levavam uma confortável vantagem de 2-0, obtida no velhinho Alvalade. Porém, o encontro que parecia controlado virou-se irremediavelmente contra a equipa portuguesa quando, em cima dos 90 minutos, os austríacos fizeram o 2-0, empatando a eliminatória. Surpreendido, o Sporting não soube reagir à adversidade nem ao ambiente hostil, acabando por sair derrotado do prolongamento por 3-0. A tragédia, porém, não foi a eliminação em si, mas sim o que lhe sucedeu. Na viagem de regresso a Portugal, o irado Presidente Sousa Cintra não conseguiu digerir a frustração e, ainda em pleno vôo, despediu Sir Robson sem qualquer elegância, momento esse que foi várias vezes recordado pelo próprio, posteriormente, como o único despedimento da sua longa e brilhante carreira. Cintra escolheu o jovem Carlos Queiroz para liderar a equipa, treinador que mostrava uma nova face do ambicioso futebol português, bi-campeão mundial de sub-20 e recentemente despedido da Seleção Nacional sénior por ter sugerido "limpar toda a porcaria que existe na Federação", após afastamento da qualificação para o Mundial-94, aos pés da Itália. Este acontecimento, tal qual caixa de Pandora, despoletou uma série interminável de consequências, ainda em vigor, merecendo o título, na minha opinião, de momento mais marcante do futebol português dos últimos 20 anos, pelo menos. Passo a enumerar algumas das consequências do mesmo:
- dias depois deste incidente, os jogadores do Sporting reuniram-se para um jantar de despedida ao Mister Robson; no regresso desse jantar, o jogador Cherbakov sofre um violento acidente de viação, ficando paralisado da cintura para baixo e terminando assim a sua curta e promissora carreira.
- pouco mais de um mês depois, o FC Porto, com uma primeira volta desastrada, sob o comando do retornado Tomislav Ivic (RIP, também), contrata Robson como treinador. Este chegou às Antas acompanhado por um jovem tradutor, de seu nome José Mourinho e teve como principal adjunto o já residente Augusto Inácio. Esta equipa técnica venceu os dois campeonatos seguintes, dando início ao primeiro (e até hoje único) pentacampeonato do futebol português.
- volvidos dois anos e meio, Bobby e Mourinho rumam a Barcelona, vencendo o campeonato espanhol e a Taça das Taças com o contributo de 3 portugueses: Figo, Couto e Baía. O futebol português e os futebolistas lusos começam a ganhar um destaque internacional nunca anteriormente conhecido.
- Augusto Inácio, que bebeu diretamente da sapiência do Inglês, assume o cargo de treinador principal do Sporting em 1999, conseguindo quebrar a hegemonia do Dragão e recuperando um título nacional que escapava aos de Alvalade há 18 anos. (passados uns meses, foi despedido!)
- Por sua vez, Carlos Queiroz, embora tenha conquistado apenas uma Taça de Portugal ao serviço do Sporting, ganhou o protagonismo suficiente para ser convidado por outro Sir, desta feita o escocês Alex Fergusson, para ser o treinador de campo do colosso Man United. Posteriormente, esta opção parece ter contribuído para um olhar mais atento do clube inglês sobre o mercado português, no qual acabou por investir milionariamente nas contratações de Cristiano Ronaldo, Nani e Anderson.
- Em 2000, o principal pupilo de Robson, o jovem Mourinho, abandona o cargo de adjunto de Louis Van Gal, no Barça, e assume a liderança da equipa do Benfica, a convite de João Vale e Azevedo. Porém, a crise directiva do clube da Luz, após mudança de direcção e entrada de Manuel Vilarinho, afasta o jovem técnico dos destinos do clube. Mourinho queria garantias de continuidade, mas Vilarinho mantinha a convicção de que o treinador certo para o Benfica era Toni. Por outro lado, as relações entre Mourinho e um dos membros da velha guarda benfiquista, Jesualdo Ferreira, não eram as melhores. Assim, após alguns meses na Luz, Mourinho derrota os rivais do Sporting (e detentores do título) por 3-0 e demite-se no final do jogo. Curiosamente, o mesmo destino teve Augusto Inácio, o treinador derrotado nessa noite.
- O resto também é história mais que conhecida: após uns meses na União de Leiria, Mourinho ruma às Antas para devolver a glória a um Porto que já não sabia o que era passar 3 anos consecutivos sem títulos. Nos dois anos seguintes, Mourinho conquista dois campeonatos, uma Taça, duas Supertaças, uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões ao serviço dos Dragões...
- Mourinho marca o mundo do futebol e vai somando títulos por onde passa, transformando o Chelsea num dos grandes clubes europeus e devolvendo a glória europeia a um Inter que andava há décadas procurando-a. No Real, o maior desafio da sua carreira está ainda em crescimento.
- Em 2010, o FC Porto decide prescindir dos serviços do desgastado Jesualdo Ferreira (mal-amado no Dragão, muito por culpa do seu passado mas também da sua falta de ambição, apesar de ter conquistado 3 campeonatos) e contratar o pupilo do pupilo de Robson: o ainda mais jovem André Villas-Boas. À semelhança do seu Mestre, André recupera o domínio interno para o FCP e soma-lhe êxito internacional com a conquista da Liga Europa, logo na primeira época completa como treinador principal! No final, ruma ao Chelsea com a promessa de novos títulos e com ar de desafio ao Real Mourinho...
- Falta ainda ver o que conseguirá o pupilo do pupilo do pupilo... mas Vitor Pereira parece estar a começar bem e ter argumentos para dar continuidade a esta sucessão de êxitos que parece interminável!
Por tudo isto, Sousa Cintra, não te deixarei morrer!!! Foste tu quem despoletou tudo isto, marcando o ponto decisivo de viragem no domínio do futebol português! E, para melhor recordar o 11 de Setembro do futebol português, nada como rever os golos dessa fria noite de 07 de Dezembro de 1993:
http://www.dailymotion.com/video/x8d6ur_casino-salzburg-3-sporting-0-de-199_sport
Já que falei da confiança do Novak no comentário ao post anterior...
... devo dizer que apreciei sobremaneira o empate do Benfica frente aos verdadeiros Diabos Vermelhos. Um resultado moralizador para a equipa portuguesa (face a um empate normal e conveniente aos campeões ingleses, que praticamente garantiram o 1º lugar de um grupo em que já se sabe quem vai passar à fase seguinte) que, como é normal nesse clube, levado em ombros pela comunicação social propagandista, irão embandeirar em arco este resultado nos próximos dias, como garantia de um "benfica à benfica" (vá-se lá saber se isso é bom ou mau...). ÓPTIMO, mesmo! Não por um desejo patriótico-hipócrita do género "eu quero é que as equipas portuguesas ganhem" porque, quem me conhece, sabe que "eu quero é que o benfas se f***" e estou-me a c**** para os jogos deles, quer ganhem quer percam, desde que não interfiram com o meu clube. Fico contente pelo boost de moral vermelha, típico desta altura da época, e pela convicção que JJ e seus pupilos sentem neste momento sobre as suas capacidades. Nesse sentido, espero sinceramente que o ésse-éle-bê vença a surpreendente Briosa (desculpa lá, Pedro Emanuel, sei que não mereces isto), para que se desloque ao Dragão, na 6ª jornada, de peito feito e confiante na viitória! Adoro o Benfica de peito aberto no Dragão! Teria algum receio do potencial da equipa benfiquista se, tal como aconteceu no ano transacto na 1ª mão da meia-final da Taça de Portugal, o benfas se deslocasse ao Porto com o orgulho ferido e com todas as cautelas e mais alguma. Esse é o Benfica realista, conhecedor das suas limitações e da sua inferioridade face ao actual campeão... esse é o Benfica perigoso, de que eu não gosto! Quanto ao Benfica de peito feito ao estilo "somos os maiores do mundo e empatamos com o MU em casa porque somos o maior clube do mundo".... bem, esse é o adversário ideal para o embate do Dragão! e espero ver esse Benfica daqui a semana e meia. Por isso, e com todo o respeito... Pedro Emanuel, grande capitão... deixa lá os vermelhos ganharem no próximo fim-de-semana, com goleada, de preferência! Porque eu quero mesmo que eles acreditem e que vão ao Dragão cheios de moral...
terça-feira, 13 de setembro de 2011
De alto Novak vs. Nadal, próprios e outros considerandos
What a thrill, mas que match; peguei-lhe estava já 2-0 para o Novak, torci pelo regresso do canhoto à joga, que aconteceu em alto plano, sim, mas a dica estava traçada - e quando os comentadeiros de serviço na Eurosport d'onde segui o duelo mencionaram os totems em questão, no court a cousa inda se disputava na ressaca da estica de Nadal para o quarto set - e o falcão não deixaria, como não deixou, de voar sobre o touro.
*
Sempre que colamos a ver da bola e inevitavelmente sentimos o vibe, há muito de projecção, mas muito mais de muito mais, i.e., da projecção tipo cameras quando fora do jogo, incidindo em e como tal destacando familiares dos jogadores e seu staff, passando pelas intermediações publicitárias na sempre ligada rede on e off joga. Aumenta o interesse se atendermos, por instância, às nacionalidades em contenda, por assim dizer, i.e., se de facto se trata com. Aliás, repare-se só nas bandeiras, quando, onde, como. E tanto mais, já divago e ainda mal comecei, clássico padecimento narrativo, isto apesar dos concentradíssimos índices de teclagem que ostentaria se estivesses aqui a ouvir-me teclá-los. Chegados ao discurso, a referência ao nine-eleven de ontem - que aqui para nós que ninguém nos compreende é já anteontem - unificando os antinómicos performers e sugerindo ao escriba de serviço mais uma pequeno sonegar a lavras outras etnografias em faltas maiores para questionar um par de cenas mais ou menos recorrente nestas lides, mas que regra geral se perdem por se não acharem, ya, relatadas. E quê senão a questão 'para quando ou como seria termos uma interlocução politicamente consequente da parte de um destes campeões'?
*
Em quatro horas de combate, o facto de - apesar de uns momentos antes exibido o astro sol pela realização televisiva num contexto de vista sobre Manhattan (a 40m. de carro, disse um dos locutores) - se ter operado o decisivo shift do dia para a noite não motivou per se qualquer compasso de espera, let alone considerando; e que há que dizer aqui?
*
OK, so here's the deal prospectivo parideiro de perguntas for reflexion'sake: e se um dos players fosse Muçulmano? Nunca se pôs a questão em matéria de ténis, é (ou porque protelam suas orações quando jogam ou porque não há crentes jogando?)? 'Tão, temos trip regulamentar secularista? Que diz a constituição (LOL)?
*
Well, aumentariam seriamente as odds de não ser business as usual ao microfone; talvez até uma referência ao nine-eleven fosse uns aninhos atrás e adiante se referisse a próxima assembleia da UN e o voto sobre a Palestina...
*
Redes, redes; You've been a fantastic crowd, sim, but more than the sports a word on the 9/11s of our world, past and present, Chile and here, as unless we struggle to understand events we're risking our governments to vetoe the Palestinian state for what reason really?, to invade you name it for oil and spoils and a new world order of false flag operations?
*
Sempre que colamos a ver da bola e inevitavelmente sentimos o vibe, há muito de projecção, mas muito mais de muito mais, i.e., da projecção tipo cameras quando fora do jogo, incidindo em e como tal destacando familiares dos jogadores e seu staff, passando pelas intermediações publicitárias na sempre ligada rede on e off joga. Aumenta o interesse se atendermos, por instância, às nacionalidades em contenda, por assim dizer, i.e., se de facto se trata com. Aliás, repare-se só nas bandeiras, quando, onde, como. E tanto mais, já divago e ainda mal comecei, clássico padecimento narrativo, isto apesar dos concentradíssimos índices de teclagem que ostentaria se estivesses aqui a ouvir-me teclá-los. Chegados ao discurso, a referência ao nine-eleven de ontem - que aqui para nós que ninguém nos compreende é já anteontem - unificando os antinómicos performers e sugerindo ao escriba de serviço mais uma pequeno sonegar a lavras outras etnografias em faltas maiores para questionar um par de cenas mais ou menos recorrente nestas lides, mas que regra geral se perdem por se não acharem, ya, relatadas. E quê senão a questão 'para quando ou como seria termos uma interlocução politicamente consequente da parte de um destes campeões'?
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Em quatro horas de combate, o facto de - apesar de uns momentos antes exibido o astro sol pela realização televisiva num contexto de vista sobre Manhattan (a 40m. de carro, disse um dos locutores) - se ter operado o decisivo shift do dia para a noite não motivou per se qualquer compasso de espera, let alone considerando; e que há que dizer aqui?
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OK, so here's the deal prospectivo parideiro de perguntas for reflexion'sake: e se um dos players fosse Muçulmano? Nunca se pôs a questão em matéria de ténis, é (ou porque protelam suas orações quando jogam ou porque não há crentes jogando?)? 'Tão, temos trip regulamentar secularista? Que diz a constituição (LOL)?
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Well, aumentariam seriamente as odds de não ser business as usual ao microfone; talvez até uma referência ao nine-eleven fosse uns aninhos atrás e adiante se referisse a próxima assembleia da UN e o voto sobre a Palestina...
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Redes, redes; You've been a fantastic crowd, sim, but more than the sports a word on the 9/11s of our world, past and present, Chile and here, as unless we struggle to understand events we're risking our governments to vetoe the Palestinian state for what reason really?, to invade you name it for oil and spoils and a new world order of false flag operations?
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Dos tiros nos pés e dos de pólvora seca...
Antes de tudo gostaria de saudar a iniciativa de (re) abrir este espaço de discussão antibolista no exato dia que marca o fecho do período mais antiboleiro de toda a época futebolástica. Tarde demais, dirão uns, que viram partir as suas principais aves de rapinar as áreas adversárias; cedo demais dirão outros, ou até os mesmo, face à incapacidade dos respectivos clubes assegurarem alternativas válidas na frente de ataque a tempo e horas. Pessoalmente, não posso deixar de sentir que o(s) mercado(s) da bola fecha(m) um mês depois do tempo, tornando o malfadado mês de Agosto numa novela antiboleira da pior espécie, tendo como protagonistas empresários, fundos e outros vampiros, desligados da prática do pontapé no esférico, numa altura em que a competição já é à séria e com importantes troféus em disputa. O mexilhão, neste caso os treinadores e o peixe miúdo dos praticantes vivem assim um mês de permanente sobressalto, sem saber se aquele coxo que falha golos quase certos será a sua melhor alternativa ofensiva ou se o outro, que até os marca, fará parte do plantel na semana seguinte. Os jogadores, por seu turno, tentam desinteressadamente cabecear uma bola com a cabeça a milhões de euros de distância, os que podem dar-se a esses sonhos, enquanto os outros esforçam-se por aceitar a ideia de que a Roménia, a Bélgica ou a Segunda Liga Suíça são destinos desejáveis para um jovem futebolista português.
Tudo isto foi visto, mais uma vez, na nossa querida Liga Lusa, com particular destaque mediático, como é óbvio, para as entradas e saídas nos plantéis dos 3 grandes. O Benfica, após uma já habitual catrafada de compras nos meses de Junho e Julho, elevando o número de jogadores disponíveis para níveis absurdo-ridículos, parece ter conseguido livrar-se dos excedentes com sucesso ao longo do último mês, conseguindo aquilo que parece ser um plantel mais equilibrado que nas últimas épocas, com um Witsel que promete dar que falar (e também mais alguns milhõezitos para um qualquer fundo na próxima época) e um Artur que, ao contrário do seu antecessor, não dá pontos... de bandeja! O Sporting conseguiu algo novo: ser o rei das contratações, pelo menos em quantidade! Na verdade, o entusiasmo de uma aparente nova atitude, ambiciosa e renovada, ilustrada pela contratação de um jovem treinador português de sucesso (esse mesmo que já festejou um título em Alvalade, marcando o golo da vitória azul e branca que retirou o campeonato de 1994/95 ao Sporting, de forma definitiva) e de promissores jogadores estrangeiros (a famosa cantera, afinal, parece já ter exportado os seus melhores frutos, mesmo que podres), esbarrou numa apresentação ao sócios com goleada sofrida e um arranque de campeonato aos tropeções, mesmo que com uma mãozinha xistrense. Alvalade parece continuar a ser um terreno aziago para o Sporting, ao que também não serão estranhos os lenços brancos e a massa assobiativa, sempre prontos a pressionar a equipa quando aos 10 minutos o marcador regista ainda um nulo. Já o meu querido FC Porto, depois de assegurar um reforço de última hora (segundo Antero Henrique, diretor-geral da SAD azul e branca em entrevista ao jornal O Jogo, esse reforço foi Álvaro Pereira), parece apostado em colecionar defesas laterais, depois de um investimento de 21 milhões em dois jovens brasileiros (futuros craques, diz-se!), um deles já chegado com lesão e outro, o mais caro, que só chegará em Janeiro, para fazerem companhia a Fucile, Emídio Rafael (que é português, coitado!), Sapunaru e o tal Álvaro Pereira que, aparentemente, irá ser o novo homem-golo do Dragão... os adeptos portistas mal podem esperar para vê-lo a voar como o Jardel sobre os centrais. Depois da saída do timoneiro André Libras-Boas, a nova época começou, desde cedo, a parecer menos auspiciosa para os campeões nacionais, com todo o peso de uma temporada de sonho nas costas do inexperiente e pouco carismático Vítor Pereira. Porém, a estabilidade no plantel, que se manteve até Agosto, parecia dar boas garantias de continuidade. Foi então que a SAD portista resolver começar a imitar os modelos de gestão desportiva da capital, decapitando a equipa com a venda milionária do Falcao, juntando um Ruben Micael das Quinas ao pack, para dar a entender que os 5 milhões até foram um bom negócio e mostrando-se incapaz de contratar uma alternativa de ataque sem que o russo pagasse os 30 milhões exigidos pelo Álvaro. Além desse, Christian Rodriguez, Fernando e Beto, candidatos à saída, ficaram sem colocação por falta de comprador, estragando, provavelmente, as contas mais douradas dos administradores. Apesar de tudo, a forma honrada e competitiva com que o Porto fez frente ao Super-Barça deixa perceber que a qualidade do plantel continua elevada, embora também tenha sido evidente a falta que faz a ponta de uma lança...
Por último, gostaria de fazer uma referência aos rivais do Minho. O de Guimarães, com um plantel interessante, começou da pior maneira possível: só derrotas, humilhações, perda de treinador (adivinhava-se a saída do Machado, que há muito parecia estar desenquadrado e desapoiado no clube... além de começar a sentir-se alguma inadaptação aos novos modelos de jogo e forma de estar no futebol), comportamentos selvagens de alguns adeptos, dando mostras a todo o país do pior da vimaranensidade e contribuindo para a descredibilização do clube e da cidade. Rui Vitória, como o próprio nome indica, parece estar no lugar certo, embora talvez na hora errada. Agrada-me este treinador, da nova fornada de bons técnicos portugueses, com ambição e um discurso positivo, tal como o seu estilo de jogo... mas não terá uma tarefa fácil tendo em conta o momento de instabilidade que o clube atravessa. Quanto ao Braga, discretamente, construiu de novo uma boa equipa, tem um bom treinador e, mais uma vez, promete intrometer-se nas lutas dos grandes. Porém, não posso deixar de referir a perda de um dos grandes valores de futuro do futebol português, um diamante por lapidar, de seu nome Pizzi. Como é possível que este jogador não tenha tido oportunidades no seu clube e que nenhum dos grandes seja capaz de ver o jogador que ali está? Viu-o o Atlético de Madrid, que, pelos vistos, tem visto muito em Portugal... enquanto nós, mais uma vez, vemos uma pérola ir embora sem ter reais oportunidades no campeonato português!
Tudo isto foi visto, mais uma vez, na nossa querida Liga Lusa, com particular destaque mediático, como é óbvio, para as entradas e saídas nos plantéis dos 3 grandes. O Benfica, após uma já habitual catrafada de compras nos meses de Junho e Julho, elevando o número de jogadores disponíveis para níveis absurdo-ridículos, parece ter conseguido livrar-se dos excedentes com sucesso ao longo do último mês, conseguindo aquilo que parece ser um plantel mais equilibrado que nas últimas épocas, com um Witsel que promete dar que falar (e também mais alguns milhõezitos para um qualquer fundo na próxima época) e um Artur que, ao contrário do seu antecessor, não dá pontos... de bandeja! O Sporting conseguiu algo novo: ser o rei das contratações, pelo menos em quantidade! Na verdade, o entusiasmo de uma aparente nova atitude, ambiciosa e renovada, ilustrada pela contratação de um jovem treinador português de sucesso (esse mesmo que já festejou um título em Alvalade, marcando o golo da vitória azul e branca que retirou o campeonato de 1994/95 ao Sporting, de forma definitiva) e de promissores jogadores estrangeiros (a famosa cantera, afinal, parece já ter exportado os seus melhores frutos, mesmo que podres), esbarrou numa apresentação ao sócios com goleada sofrida e um arranque de campeonato aos tropeções, mesmo que com uma mãozinha xistrense. Alvalade parece continuar a ser um terreno aziago para o Sporting, ao que também não serão estranhos os lenços brancos e a massa assobiativa, sempre prontos a pressionar a equipa quando aos 10 minutos o marcador regista ainda um nulo. Já o meu querido FC Porto, depois de assegurar um reforço de última hora (segundo Antero Henrique, diretor-geral da SAD azul e branca em entrevista ao jornal O Jogo, esse reforço foi Álvaro Pereira), parece apostado em colecionar defesas laterais, depois de um investimento de 21 milhões em dois jovens brasileiros (futuros craques, diz-se!), um deles já chegado com lesão e outro, o mais caro, que só chegará em Janeiro, para fazerem companhia a Fucile, Emídio Rafael (que é português, coitado!), Sapunaru e o tal Álvaro Pereira que, aparentemente, irá ser o novo homem-golo do Dragão... os adeptos portistas mal podem esperar para vê-lo a voar como o Jardel sobre os centrais. Depois da saída do timoneiro André Libras-Boas, a nova época começou, desde cedo, a parecer menos auspiciosa para os campeões nacionais, com todo o peso de uma temporada de sonho nas costas do inexperiente e pouco carismático Vítor Pereira. Porém, a estabilidade no plantel, que se manteve até Agosto, parecia dar boas garantias de continuidade. Foi então que a SAD portista resolver começar a imitar os modelos de gestão desportiva da capital, decapitando a equipa com a venda milionária do Falcao, juntando um Ruben Micael das Quinas ao pack, para dar a entender que os 5 milhões até foram um bom negócio e mostrando-se incapaz de contratar uma alternativa de ataque sem que o russo pagasse os 30 milhões exigidos pelo Álvaro. Além desse, Christian Rodriguez, Fernando e Beto, candidatos à saída, ficaram sem colocação por falta de comprador, estragando, provavelmente, as contas mais douradas dos administradores. Apesar de tudo, a forma honrada e competitiva com que o Porto fez frente ao Super-Barça deixa perceber que a qualidade do plantel continua elevada, embora também tenha sido evidente a falta que faz a ponta de uma lança...
Por último, gostaria de fazer uma referência aos rivais do Minho. O de Guimarães, com um plantel interessante, começou da pior maneira possível: só derrotas, humilhações, perda de treinador (adivinhava-se a saída do Machado, que há muito parecia estar desenquadrado e desapoiado no clube... além de começar a sentir-se alguma inadaptação aos novos modelos de jogo e forma de estar no futebol), comportamentos selvagens de alguns adeptos, dando mostras a todo o país do pior da vimaranensidade e contribuindo para a descredibilização do clube e da cidade. Rui Vitória, como o próprio nome indica, parece estar no lugar certo, embora talvez na hora errada. Agrada-me este treinador, da nova fornada de bons técnicos portugueses, com ambição e um discurso positivo, tal como o seu estilo de jogo... mas não terá uma tarefa fácil tendo em conta o momento de instabilidade que o clube atravessa. Quanto ao Braga, discretamente, construiu de novo uma boa equipa, tem um bom treinador e, mais uma vez, promete intrometer-se nas lutas dos grandes. Porém, não posso deixar de referir a perda de um dos grandes valores de futuro do futebol português, um diamante por lapidar, de seu nome Pizzi. Como é possível que este jogador não tenha tido oportunidades no seu clube e que nenhum dos grandes seja capaz de ver o jogador que ali está? Viu-o o Atlético de Madrid, que, pelos vistos, tem visto muito em Portugal... enquanto nós, mais uma vez, vemos uma pérola ir embora sem ter reais oportunidades no campeonato português!
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