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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A perfect day to lock yourself inside







E à segunda - à Terça - o derby ocorreu, favorável aos da casa, ante um Sporting já sem surpresas, anuladas pela manutenção de uma equipa revolucionada, anulado o efeito que no Domingo, não estivesse o Estádio da Luz a desagregar-se (ah, lãzudo!), ditaria, decerto, um arrojo diverso no lançamento ao jogo com tudo. Tal momentum, porém, foi inteiramente perdido no adiamento da partida - e só a teimosia criativa, por assim dizer, do técnico do Sporting, ditou a insistência numa fórmula cuja grande (única?) virtude era a da surpresa, esvaziando-a assim de qualquer possibilidade tangível de sucesso. Mais do que a questionável inclusão do recém-chegado Héldon na equipa principal (Héldon que até foi dos menos maus em campo), o reiterar da aposta numa frente de ataque com 2 pontas-de-lança, mais desguarnecendo o meio-campo encostando André Martins à direita, revelou-se uma aposta sofrível, que nunca esteve perto de dar certo. Como se não bastasse não ter dois habituais titulares ao dispor, na lateral esquerda (Jefferson) e na vital posição de trinco (William Carvalho), Jardim optou por insistir numa aposta que só poderia colher pela surpresa. Desfalcado desta, porque revelada a priori, por entre bocados do Estádio, Jardim achou que não havia nada que reajustar a estratégia - e que mal o achou, que não acertou inclusive com meia das substituições que operou (a segunda, então... Magrão?).

Não é raro que a tentação de transfigurar a equipa antes de um jogo importante ocorra a um treinador. Parece que já vê as manchetes do dia seguinte, justamente apontando-o como um mestre, um visionário, um mago que tira coelhos da cartola como quem sabe lá bem. Por norma, porém, é o contrário. Jesus que o diga, que já por várias vezes resolveu inventar, por norma em desafios internacionais ou contra o FC Porto, quase sempre dando-se mal.

Se ainda há um problema de identidade no Sporting, tal é precisamente o de a reformular ao primeiro desafio grande. Não incidentalmente, veja-se a menor preponderância da cantera nesta partida. Wilson Eduardo, por exemplo, que vem sendo mais o consistente extremo ao longo desta época, não jogou nem um minuto. Possa Jardim aprender com o erro flagrante - e lá terá que ser o Olhanense a pagar a factura. Hoje, de qualquer modo, com as barbas de molho e um nevoeiro sebastiânico, just a perfect day to recollect.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Nova Época: Haverá um Campeão... Campeão??



Pois é, finalmente!!! Os amantes do bolismo e do anti-bolismo já desesperavam por novas emoções depois da longa paragem da Liga Portuguesa, necessariamente cheia das peripécias, novidades e esperanças que marcam a sempre Silly Season. Pelo meio, muitas emoções ficaram por (d)escrever, não por falta de interesse ou de vontade, mas porque há outros desportos de dar à tecla que clamam por dedicação. Não podendo recuperar o tempo e a oportunidade perdidos, não quero deixar de saudar alguns dos feitos desportivos dos últimos meses, começando, claro está por RUI COSTA (não, não é o outro, é esse mesmo, porque o dos pedais já adquiriu o direito de ser a primeira lembrança dos que acompanham o desporto português): no ano que se torna pela segunda vez campeão do Tour de Suisse - um campeão campeão, portanto, já que este post é a eles dedicado - consegue ainda uma fantástica dupla vitória no TOUR, the True and Only One. Grande Campeão, a deixar água da boca para o que resta da sua ainda jovem carreira! Refira-se também a revalidação do título da NBA por parte dos Miami Heat, para mal dos meus pecados, que bem cerrei os dentes pelos Spurs do "velhinho" Tim Vinho do Porto Duncan até ao épico Game 7 da final! E que dizer então dos 8 títulos de Nadal na terra batida de Paris? Onde o maiorquino, vindo de lesão prolongada, provou mais uma vez a Djoko (e mais ainda ao seu paizinho pouco desportivista) que o REI (na verdade, existem duas Suas Majestades, mas Federer já não aparenta ser capaz de alguma vez voltar a envergar o ceptro) ainda está vivo e bem vivo! Mas isso são outros futebóis...

O que me move, de momento, é mesmo o início da Liga e o "façam as vossas apostas". A minha, este ano, é sem hesitação: o FC Porto de Paulo Fonseca promete muito futebol, e já consegue exibir-se a melhor nível, na pré-época, do que nos melhores momentos da equipa de Vitor "tás tão bem na Arábia" Pereira. O Benfica, necessariamente, tem de ser considerado o segundo principal favorito, em virtude do plantel e do histórico de JJ. Porém, algo (ou mais que apenas algo) parece não estar muito bem no reino da Luz... uma pré-epoca demasiado atribulada, a situação de Cardozo, a falta de vendas consideráveis, o habitual excesso de jogadores, embora desta vez mais no setor defensivo, a segunda venda do Roberto, a corda no pescoço do Jesus... parecem casos a mais para um cenário favorável. Embora continue a achar que o Benfica vai saber resolver a maioria das situações, algo tem de acalmar no balneário e no clube para que a época possa ser positiva. Pelo terceiro lugar, adivinha-se uma luta intensa entre os dois Sportings... eu acredito que o de Braga parte com ligeira vantagem, nas mãos da velha raposa Jesualdo e com um plantel repleto de boas soluções. Porém, o de Alvalade e de Portugal parece disposto a recuperar algum do orgulho que, se não se perdeu, ficou pelo menos gravemente feridos nas duas últimas épocas. O facto de estar fora das competições europeias pode ser um fator importante, fazendo a equipa concentrar-se nas restantes provas, com um plantel muito jovem, cheio de prata da casa, um treinador ambicioso e competente e um presidente aguerrido... às vezes demais! E a quem falta alguma serenidade e "saber estar" no futebol, pois o seu estilo espalhafatoso de Reality Show da TVI faz muitas vezes lembrar um certo Jardim madeirense... e não é o treinador!
Nas restantes equipas, sempre a mesma incógnita, que só as primeiras jornadas poderão ajudar a esclarecer. Confio que Marítimo, Estoril , Vitória de Guimarães e Paços andarão sempre pela metade superior da tabela, mas pode haver surpresas, sobretudo no VSC (o jogo da Supertaça deixou uma imagem muito pálida, mas o Porto esteve também muito sólido e com um ritmo elevadíssimo para a fase da época), que terá novamente de reconstruir a equipa. Nos restantes, prevejo a mesma luta aguerrida para fugir aos últimos lugares, com duelos equilibrados. Um palpite arriscado: talvez o Arouca venha a ser uma das sensações da prova! E cuidado com o também recém subido Belenenses, cuja regresso bem se saúda (falta ainda o Boavista para tudo parecer mais "normal").

É portanto essa a minha aposta: este ano teremos um Campeão Campeão!
- Mas ó Zé, os Campeões não são todos Campeões? - Pois claro que sim! E todos são legítimos e todos têm mérito... mas não será o papel de um Verdadeiro Campeão defender o seu título e mostrar a todos que o é? Eu digo que sim... e por isso esses Campeões são especiais. Espero que o meu Porto consiga voltar a sê-lo, até para reforçar também essa liderança em ranking de títulos (não, não é só na Supertaça). Aqui vos deixo a Lista dos Campeões Campeões em Portugal:

- FC Porto: 14 vezes (1939/40; 1978/79; 1985/86; 1992/93; 1995/96; 1996/97; 1997/98; 1998/99; 2003/04; 2006/07; 2007/08; 2008/09; 2011/12; 2012/13);
- SL Benfica: 13 vezes (1936/37; 1937/38; 1942/43; 1960/61; 1963/64; 1964/65; 1967/68; 1968/69; 1971/72; 1972/73; 1975/76; 1976/77; 1983/84);
- Sporting CP: 5 vezes (1947/48; 1948/49; 1951/52; 1952/53; 1953/54).

domingo, 9 de dezembro de 2012

Será?


A malta anda muito divertida com o Sporting e não é para menos. Psicoactivada? Talvez, mais uns que outros, mas a continuar como tem andado nem patrocinando fumícios a direcção do Sporting assegurará audiência para o muito fraco futebol que a equipa A (de azelhice) tem evidenciado. A propósito, no derby que segue dentro de momentos, se já nem a história vale para os de Alvalade em termos de balanço vitorioso, que dizer do factor casa? Esse será o mote de nossa próxima empreitada cronística, à qual nos vimos assim obrigar por antecipação, quebrando o gelo que impera neste antibolismo há bué, não por falta de assunto, decerto, que do pédebola a demais modalidades & bolandas quejandas, há até demasiado por onde. A pergunta que deixamos no ar, pegando na deixa facebookiana anti-sporting, é:  
tens cenas para orientar, Vercauteren?


quinta-feira, 24 de maio de 2012

NBA: Não há Basket Além disto!

O Benfica sagrou-se esta noite campeão nacional de Basketball, derrotando o FC Porto no Dragão Caixa por 53-56!!! Sim, é verdade, este é mesmo o resultado final, não aquele que se registava ao intervalo!!! Como adepto portista, cheguei a desejar a derrota do meu clube durante o pouco que vi do jogo, tal a ineficácia gritante e a tão baixa qualidade de jogo. Como adepto de Basquete, não consegui tolerar tamanha ofensa à modalidade. Mas... que é isto?!? Se me dissessem, antes do jogo, que o FC Porto iria sofrer apenas 56 pontos, tinha começado logo a celebrar o título! Mas, a verdade, é que esse bom registo defensivo não foi suficiente para ganhar. O Benfica é campeão com toda a justiça, triunfando na casa do rival, mas... 56-53??? Epah.. a sério! Foi a última vez que assisti a um jogo da Liga Portuguesa de Basquetebol (é esquisito escrever isto assim). Basta dizer que, em média, ambas as equipas precisaram de quase 2 minutos para marcar um simples lançamento duplo!!!

Enfim, não falemos de Basquetebol, mas sim de Basketball! Ou melhor... da única liga do mundo que dá a esta modalidade a espetacularidade que ela merece: a NBA, pois claro! Para quem não tem acompanhado esta época, não posso deixar de fazer um ALERTA: amantes do Basket, não percam, de forma alguma, os jogos da Final de Conferência Oeste deste ano, que começam no próximo domingo, opondo os San Antonio Spurs, com vantagem do fator-casa, aos Oklahoma City Thunder (para quem está desligado, os ex-Seattle Supersonics). Ambas as equipas têm apresentado um jogo demolidor ao longo da época, em particular nos play-off's. À experiência e maturidade dos Spurs, liderados pelo eterno Tim Duncan, opõem-se a irreverência e imprevisibilidade dos Thunder, comandados por um soberbo Kevin Durant. Na fase "mata-mata" da competição, estas equipas cederam apenas um jogo (foram os Thunder, em casa dos campeoníssimos Lakers), tendo-se apurado para a final de conferência com relativa facilidade. Independentemente do que acontecer a Este (Miami e Boston perfilam-se para a final, embora os Indiana e os Philadelphia tenham ainda uma palavra a dizer), não parece provável que o campeão da NBA deste ano não saia deste confronto. A não perder, portanto, pois o espetáculo é garantido... e até pode ser que verifiquem um 56-53 antes mesmo do intervalo!

E, já que falamos em espetáculo garantido, deixo também um outro aviso para os amantes do Basketball: não percam o próximo Torneio Olímpico. Os EUA levam uma equipa como há muito não se via, recheada de Super-Estrelas (pese a recente lesão de Derrick Rose, que bem "tramou" os meus Bulls...), pelo menos tendo em conta a pré-convocatória. Finalmente, parece que vai haver uma equipa norte-americana numa competição internacional de basketball que merece o cognome de "Dream Team", herdado, em várias ocasiões de forma injusta, da única, verdadeira e genuína DREAM TEAM de Barcelona 1992. Com as devidas diferenças (i.e. Michael Jordan, o não-humano), penso que esta equipa poderá ser a que mais se aproxima do poderio dessa mítica constelação e deixará, seguramente, os amantes do Desporto-Espetáculo deliciados com performances faaaaaantásticas!


PS - Para completar o decrépito ramalhete, a lamentável atitude dos adeptos portistas face à vitória dos rivais, algo que também seria impensável no contexto da NBA. É o que dá a (falta de) cultura futebolística nacional, assente em ódios e em rivalidades cegas que, infelizmente, acabam por alastrar-se para outras modalidades que deviam passar ao lado destas polémicas...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ideias Soltas...

Se dúvidas havia, ficaram ontem dissipada: Falcao é demasiado grande para o Atlético de Madrid ou, por outra, o Atlético é demasiado pequeno para El Tigre! A exibição monstruosa na Final da Liga Europa, que valeu ao ponta-de-lança colombiano a segunda conquista desta competição consecutiva, novamente como melhor goleador e novamente sendo o jogador decisivo na final! Os dois magníficos golos com o pé esquerdo (por sinal, o mais fraco, num jogador que apresenta poucas fraqueza) somam-se assim ao exímio golpe de cabeça com que vaticinou a final do ano anterior. Pessoalmente, gostaria de ver este Falcao num clube à sua dimensão, ou seja o Barcelona! A sua mobilidade e capacidade de jogo coletivo, associada ao seu instinto predador na área, seria a solução perfeita para o centro do ataque catalão, que ganharia assim uma presença de peso na área, dando a Messi a liberdade para deambular livremente pelas alas. Mas quem sou eu para dar conselhos a quem nada me paga pela tarefa de olheiro....

Por cá, novamente e como já é hábito nos finais de época tendencialmente azuis e brancos, o circo mediático pela descredibilização do futebol português está ao rubro! Não há dúvida que o pasquim "O Benfica" (ou será "A Bola"?) tem-se esmerado este ano para todos os dias justificar a derrota do seu emblema do coração. Acho que esta capa de jornal (e não foi a única), mais uma vez, fala por si própria como ilustração do mau jornalismo, tendencioso, comprometido e gerido por lobbies clubísticos:

O mais engraçado é que esta época, contra o costume, o arauto da "verdade desportiva", Rui Santos, acaba mesmo por dar a vitória ao FC Porto na sua "Liga Real" (alguns dirão que este indivíduo é um perigoso lacaio de Pinto da Costa, portista convicto ou conspirador maçónico). Na verdade, até à jornada 27 (são os dados disponíveis online), a ronda anterior à confirmação do título, parece que, afinal, era o Benfica que tinha 3 pontos a mais do que deveria ter! Porém, no programa da semana seguinte, quando questionado sobre a justiça do título do Porto, Rui Santos torceu o nariz, lançou dúvidas para o ar com semblante suspeito e, confrontado com os dois lances de penalty na Madeira (contra o Marítimo), disse apenas que as infrações eram claras, mas que achava muito estranho o porquê do defesa maritimista ter colocado os dois braços no ar (propositadamente, deu a crer), para fazer penalty - se calhar, devíamos perguntar isso ao Diego Rubio! Moral da história, este ano não houve verdade desportiva, não porque os árbitros tenham ajudado o FC Porto, mas sim porque o Porto subornou os jogadores adversários para fazer penalties!


Entretanto e estranhamente, a classificação da "Liga Real" desta época deixou de estar disponível online! (porque será?) É que o pasquim não é o único meio de comunicação social que gosta de tocar a marcha dos desalinhados (i.e. derrotados). 

À parte disto tudo, há um dado interessante que merece ser alvo de reflexão (ou devia, num país onde as pessoas discutissem futebol e não arbitragens): O FC Porto conquistou 14 pontos (em 18 possíveis) nos confrontos entre os 4 primeiros classificados da Liga, não tendo perdido qualquer jogo. O Benfica, por sua vez, ganhou apenas 8 pontos nesta "liguilha", ou seja, perdendo aí os 6 pontos que ainda o separam do líder. Diz-se que não é nos jogos grandes que se ganham os campeonatos, mas, desta vez, parece que foi mesmo esse o caso. Apesar da irregularidade que marcou os 4 da frente, o FC Porto foi o único que não falhou nos momentos decisivos, tendo puxado dos galões perante os adversários mais próximos. Por isso, foi Campeão, com toda a justiça! Pena é que se empreendam campanhas a nível nacional para negar esse facto...

domingo, 29 de abril de 2012

mais uma B(L)OLAda com intenso cheiro a Azia!

Eles bem tentam pregar a Fé em Jesus, mas depois das "acertadíssimas" previsões sobre as hipóteses do Chelsea contra o Barça e da certeza sobre a perda de pontos do Porto na Madeira, parece cada vez difícil acreditar nas profecias do Messias da tática!

Curiosa mas também esperada é a pequena faixa dedicada aos atuais campeões que estão agora a um pequeno passo de renovar o título, onde apenas se destaca apenas a palavra "penalties" (assim mesmo, com aspas e tudo, para dar maior realce), eventualmente numa tentativa de colocar alguma dúvida sobre a evidência indiscutível dos referidos lances. Dúvidas, só mesmo para Paulo Baptista, que, a dois metros do lance do primeiro "penalty", não conseguiu ver a ostensiva mão do defesa maritimista, que até estava com os dois braços no ar - dirão alguns, uma posição perfeitamente natural! O homem estava a espreguiçar-se, pá! Vamos indo que o assistente, consideravelmente mais afastado, conseguiu descortinar que a grande área não é lugar para apanha-bolas... infelizmente, esqueceu-se de avisar o sr. Baptista de que geralmente esse tipo de lance deve ser punido com cartão amarelo! Mas não é nada de novo, toda a gente sabe que o FCP só marca de penalty, tendo já usufruído de 62 nesta liga!

O que é realmente importante... é que o Benfica não vai desistir! E isto é seguramente uma boa notícia já que, após a desistência do Leiria, começávamos a ficar com um campeonato demasiado curto sem os encarnados! E assim, pode ser que ainda consiga vibrar minimamente com este campeonato... um título tão cinzentão e trapalhão como o deste ano só poderá ter alguma piada se for celebrado no confronto com velhos rivais! Por isso, e agora que o "meu Braga" (só por esta época) está arrumado do título, resta-me esperar que o Porto conquiste a Liga no Dragão, como deve ser, e contra o Sporting, homenageando assim, de alguma forma, a época not-so-bad-e-tão-perto-da-glória dos Leões de Alvalade! (já agora, boa sorte para os outros Leões, os de Bilbao, na final da Liga Europa - mas que Falcao faça o tento de honra dos atléticos de Madrid). Por isso, Rio Ave, muita pena, mas que ganhe o benfas hoje, que a despromoção não te apanhará de certeza - essa parece estar reservada para a Briosa que, com tiro no pé atrás de tiro na mão, parece ter a cabeça há demasiado tempo na final do Jamor!

E, se alguém tem dúvidas, sim, o Vitor Pereira continua a ser burro! O que vale é que em breve voltará à sua posição natural: adjunto, caladinho e não mexe, que estraga!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Destruction Derby (das esperanças de um Benfica campeão?)

E uma vez mais Sporting e Benfica encontraram-se em Alvalade, terreno onde os da casa já não batiam os rivais há um par de anos (três, para ser exacto, desde Fevereiro de 2009). Diferentes aspirações em confronto, honra e o 4º lugar, para uns, nós, Sporting da Tuga, listados de verde e branco, o título para eles, os encarnados de Lx e Benfica. For the reco(rd), comecei a ver o jogo, mais uma cortesia firstrow.eu (canais fechados?, haja largura de banda e, acertando no link, dá muito bem para o gasto - mamem, senhores da Olivedesportos!) aí p'lo quarto de hora da 1ª parte, na sala da rua, como aqui em casa se descreve tal spot no topo sudeste da mesma. Ainda me estou ajeitando pelo sofá quando, numa contra-GOLPAÇA* rapidíssima, Van Wolfswinkel foge a Luisão já na grande área e cai, aparentemente puxado que foi pelo pescoço. Penalty, diz o árbitro, golo, diz Wolfs, Sporting na frente do marcador. Vamos, karaka, digo eu. Até ao intervalo, bom jogo, Benfica com mais bola mas pouco perigoso, Sporting procurando explorar a velocidade de seus avançados ante o visível cansaço de, designadamente, Javi Garcia e dos regressados centrais, Luisão e Garay. Intervalo, pois. Um cigarrinho e mais um par de mensagens, é verdade, que já se havia trocado umas impressões, desta feita com o prezado antibolista e benfiquista Che Nascimento. E quê, então? Se é inquestionável haver falta por sancionar logo no 1º minuto de jogo, de Polga sobre Nico G., havia ainda uma parte por disputar, isto ao intervalo, já que no 1º tempo pouco Benfica houve capaz de reeditar o perigo que levou à área contrária logo no 1º minuto.
Começa a 2ª parte e Jesus já mexeu, ordenando a entrada de Djaló (fazendo o 2-1 em Tugas em campo) para o lugar de um Rodrigo que quase se não viu, sequinho que foi por Elias e Cª. Regressado a Alvalade com a inusitada camisola do rival, a aposta em Djaló, previsivelmente assobiadíssimo e quase sempre inconsequente, é desde logo caso de estudo técnico-táctico da parte do timoneiro Jesus. O jogo está vivo, o Benfica tem que procurar o golo e segue tendo mais bola, mas continua a criar muito pouco - e por outra expõe-se ao veneno de um Sporting muito assertivo nas transições, já imagem da marca táctica de Sá Pinto que tão bom resultado deu ante o City. Minuto 62 e Jesus patrocina o 2-2 em Tugas em campo, tirando o desastrado Javi (a abertura para Wolfswinkel, que fez lembrar uma outra assistência de Secretário para Acosta, de tão boa memória, podia e devia ter sentenciado a partida) e apostando no puto Nélson d'Oliva, que acabadinho de entrar vê o grande Marat Izmailov atirar um petardo de pé direito à trave de Moraes! Nisto, par de minutos e logo Sá Pinto responde a Jesus no jogo de bancos e de Tugas, repondo a vantagem: 3-2, Carriço por Schaars, vai buscar, Jesus, só se botares o Eduardo conseguirás igualar!
Que mais? Mais Sporting, muito mais Sporting. Ao Benfica (e a Jesus muito particularmente) não fica bem disfarçar falhas próprias com um erro de arbitragem localizado no 1º minuto da partida. Tudo poderia ser diferente tivesse sido marcado e convertido o tal penalty, com certeza, podia ter dado até um fluxo de oportunidades ao contrário, whatever, que não só não deu, como nos 89 minutos de tempo regulamentar que se jogaram um SLB que nada mais tinha a perder não conseguiu dar a volta ao texto e não pode senão sair derrotado de Alvalade - com justiça, digo eu e TODA a imprensa Tuga da especialidade, aqui ficando as capas para memória descritiva e futura:














* Muito bom o neologismo, grato Prof. Marcelo;)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Bom...

Pois é, avizinha-se mais uma jornada empolgante da Liga Portuguesa, com dois pratos fortes e um excelente aperitivo: o Derby Madeirense como entrada, seguido de um dos jogos do título na Pedreira, opondo Braga e FC Porto e finalizando com um importantíssimo Derby alfacinha em Alvalade, na ressaca de um semana europeia! Infelizmente, não assistirei a nada disto, em virtude da minha primeira visita a Terras de Sua Majestade onde, por dois dias, não me cruzarei com a equipa do Benfica! Lamento que não se tenha optado por escolher o fim-de-semana Pascal para dar descanso à maioria das equipas e realizar apenas a final da Taça da Liga - assim como assim, é a final de Jesus e devia ser celebrada condignamente em apropriada data! Mas não, pára o campeonato na semana seguinte, vá-se lá saber porquê, para realizar um jogo que encaixava muito bem a meio de qualquer semana não europeia!

Enfim, à parte disso tudo, há que destacar que estes 3 jogos que referi podem alterar profundamente o topo do campeonato, podendo haver troca total de lugares entre os três primeiros classificados, assim como entre o 4º e o 5º. Os 3 primeiros podem chegar ao final da jornada em qualquer um dos lugares do pódio, dependendo da conjugação de resultados. Pouco ficará decidido nesta jornada, a menos que o Porto vença em Braga (o que me parece difícil) e o Benfica perca contra o Sporting, o que deixaria os Dragões bem lançados para a renovação do título. Se os encarnados não vencerem, porém, e o Braga somar os 3 pontos, volta a liderança para o Minho, assim como o favoritismo para o título. Por outro lado, se o Benfica vencer em Alvalade, só não assumirá a primeira posição em caso de vitória do Porto, dispondo, de qualquer forma, do calendário mais acessível a partir daí.

O equilíbrio deste campeonato tem sido de assinalar, o que fica bem demonstrado por algumas estatísticas curiosas: os 3 primeiros classificados têm exatamente o mesmo número de vitórias (18), sendo as diferenças entre eles marcadas apenas pelo número de derrotas; Porto e Benfica têm o melhor ataque (56), mas o Braga tem apenas menos 2 golos, ao passo que o Porto tem a melhor defesa (17), enquanto Braga e Benfica empatam na terceira melhor (22), atrás do Sporting, que sofreu apenas 19. Apesar do bom registo defensivo, os Leões marcaram apenas mais um golo que o Marítimo (38-37), o seu rival direto na luta pelo 4º lugar. Estas duas equipas, aliás, terão um papel decisivo na definição do Campeão, particularmente o Sporting, que irá ainda defrontar os 3 candidatos, dois deles em Alvalade, com uma visita ao Dragão pelo meio; o Marítimo, por sua vez, terá de deslocar-se à Luz e ainda recebe o FC Porto, em mais um enorme desafio para os azuis e brancos.

Não está fácil fazer apostas, de facto, embora o meu prognóstico tenha já sido formulado em Setembro, aqui mesmo no Antibolismo (é consultar o registo). Mantenho o que disse na altura, embora tenha falhado num aspeto, pois acreditava que o Sporting (ainda de Domingos, na altura) iria manter-se na luta até ao final... De resto, continuo a acreditar que, dos candidatos, um deles vai seguramente berrar no fim - pois claro, esse mesmo que não tem treinador!

P.S. - Faz hoje precisamente um ano que o FC Porto de sagrou Campeão na Luz... bem diferente foi a época passada, de facto!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Pela lógica do Jasus...

se o Benfica provou, na passada terça, que é superior ao Porto... então, hoje, o Olhanense provou que é tão bom como o Benfica! são as lógicas da Bola... a la Jasus!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Marcar Paços

 Não marcou passo o Benfica na sua difícil deslocação à Mata Real, 'quintal' por tradição e condição bem complicado para quem quer que até lá vá defrontar a equipa local. Ontem, uma vez que era desafio transmitido em 'canal aberto' (vulgo, TVI) e pela coincidência temporal com a janta caseira, tive oportunidade de ver  a maior parte do jogo, apreciando uma grande exibição dos homens da casa, essencialmente até ao momento que me faz produzir estas parcas linhas comentadoras. Isto porque, note-se, p'la imprensa em linha de 'referência' (além dos 3 grandes com suporte em papel - A Bola, Record e O Jogo, destaco o MaisFutebol e o ZeroZero), em que não raro se aponta este ou aquele 'momento do jogo', este não coincide com o que Vos trago. A título de exemplo (o contraditório, né?), para O Jogo, o momento em questão deu-se p'lo minuto 63, em que o Benfica empata o jogo, sendo que para o MaisFutebol tal momento operou-e adiante, no minuto 69, em que o Benfica faz o 1-2.
É meu entender, porém que o momento do jogo se deu uns furos antes dos pareceres da especialidade, sendo de sublinhar, novamente a título exemplar, que no 'relato' ao vivo do Record e também no ZeroZero Live, este se compreende num hiato, respectivamente entre os minutos 59 ("Alvarez e Michel falham duas excelentes ocasiões para o 2-0, depois de Melgarejo voltar a "destruir" a defesa encarnada") e 63 (golo de Gaitán) - e os minutos 60 (Benfica ainda não rematou nesta 2ª parte!!!) e 63 ("GOLO Benfica: Nico Gaitán marca!").
Entonces, do que falo eu senão do evento decorrido ao minuto 60?




Após um quarto de hora de grande nível, em que o Paços por mais que uma vez esteve perto de dilatar a vantagem, Bruno César agride um adversário com uma pisadela monumental (ou inadvertida mas objectivamente pisa um adversário), ficando por mostrar, consoante a interpretação, uma cartolina encarnada, ou amarela, que seria a segunda. De qualquer das formas, Bruno César, que adiante se revelará decisivo batendo o livre que deu o golo da vitória aos forasteiros, já não deveria estar em campo. Imediatamente a seguir a este lance, que passou despercebido ao trio de arbitragem, Jorge Jesus chama o seu jogador e algo lhe diz, talvez para estar quieto com as patas e que jogue à bola. Funcionou, pois. Pena é que o angélico em questão, Chuta-Chuta de alcunha, tenha tido a distinta lata de dar bitaites sobre um penalty alegadamente sofrido por si (não digo se foi ou não, foi lance que não vi - e para o caso não interessa), com todo o ar de virgem ofendida - e que nenhum jornalista o tenha confrontado com a contundência merecida.

Moral da história: jornalismos medíocres, arbitragens menos conseguidas, 'pequenos' sistematicamente espoliados - e campeonato ao rubro, em todas as frentes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Karma Policja

Make no mistake, caro leitor, cara leitora, isto de andar diversificando o flanco lírico em termos antibolistas não quer de todo dizer que se venha descurando o pédebola nativo - quem poderá em seu perfeito juízo censurar a este escriba a omissão de umas linhas incidindo sobre o passado Lázio-Sporting quando na mesma noite a Universidad do Chile jogou a 2ª mão da final da Sudamericana e conquistou seu primeiro título internacional? Ainda assim, reconhece-se que muito tem ficado por dizer no que respeita ao pédebola nativo, designadamente quanto a uma liga que se aproxima a passos largos de um Inverno que promete, já em Janeiro e em Alvalade, um clássico decisório opondo os até ver ainda líderes da prova e detentores do título FCP e seus contendores leoninos, no que será uma prova de fogo para ambos os times e respectivos timoneiros.
Hoje, porém e fazendo fé no título escolhido para a posta do dia, trata-se de escrutinar o euro sorteio relativamente aos duelos que as equipas tugas podem já antever - e que por exemplo o Record descreve como azar em termos de Liga Europa. Assim e começando pela Liga dos Campeões, temos a kármica oportunidade de 'vingança' do Porto pelo Benfica (aheia?!), que é como quem diz um Benfica-Zenit e vice-versa, que não deixará de servir para comparar etnografias da bola entre os grandes rivais; posto o desaire do Porto ante o clube de S. Petersburgo, de Bruno Alves (que muitos dizem ir mudar de ares e já não 'apanhar' a retoma da Liga dos Milhões e o confronto com o SLB) e Danny, cujos filhos estarão já na expectativa de ditar mais um festejo a la classe para o caso de haver nova desfeita feita golo em directo. Certo, certo, é que vai correr tinta (e sangue, fique o Benfica pelo caminho) a propósito de tão revisionista eliminatória, pois além dos envolvidos um lote considerável de Portistas não deixará de estar atento à disputa, sobretudo se esta amaciar (?!) a sua azia Russa com uma derrota dos rivais da Luz.
Ora, precisamente o FC Porto tem agora na Liga Europa uns 16 avos de final com kármico (lá está) carimbo britânico, apontado um regresso à mátria do futebol moderno (é o que consta) onde a última passagem se saldou por uma mão cheia de golos encaixados. Desta vez, porém, a ida não é à metrópole londrina mas a Manchester, onde irá defrontar os milionários citizens, que nosso Edward Norton apontava já há dias como hiper-favoritos - e que competirá ao Porto travar, o que muito me agradaria...e ao Sporting, né verdade? Pois ao Sporting nos próximos 16 avos da EuroLiga (sim, Jesus, és grande), usufruindo do estatuto de cabeça-de-série, calhou a possibilidade de inaugurar os confrontos oficiais com equipas polacas (vi isto não sei onde, mas não sei se não me lembro de há uns bons anos ter jogado contra uns polacos numa primeira eliminatória da saudosa Taça UEFA), indo defrontar os terceiros classificados da pretérita liga polaca, que então se chamava Orange Ekstraklasa. Perante o Legia de Warszawa, não são expectáveis grandes dificuldades, até porque mesmo um resultado meramente razoável na 1ª mão (say, um-um, zero-zero, até uma derrota pela margem mínima) renderá revancha em Alvalade.
Por fim via Braga vamos ter o Beşiktaş de Carvalhal, Quaresma et al, no que se antevê uma eliminatória altamente disputada - e uma chance de ouro de rever o capitão Mustang em solo tuga. Fernando Couto diz que a cousa está ao alcance e eu estou desde já dividido, embora tendendo para...hmmm, já sabem, Istanbul, not Constantinople!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dos tiros nos pés e dos de pólvora seca...

Antes de tudo gostaria de saudar a iniciativa de (re) abrir este espaço de discussão antibolista no exato dia que marca o fecho do período mais antiboleiro de toda a época futebolástica. Tarde demais, dirão uns, que viram partir as suas principais aves de rapinar as áreas adversárias; cedo demais dirão outros, ou até os mesmo, face à incapacidade dos respectivos clubes assegurarem alternativas válidas na frente de ataque a tempo e horas. Pessoalmente, não posso deixar de sentir que o(s) mercado(s) da bola fecha(m) um mês depois do tempo, tornando o malfadado mês de Agosto numa novela antiboleira da pior espécie, tendo como protagonistas empresários, fundos e outros vampiros, desligados da prática do pontapé no esférico, numa altura em que a competição já é à séria e com importantes troféus em disputa. O mexilhão, neste caso os treinadores e o peixe miúdo dos praticantes vivem assim um mês de permanente sobressalto, sem saber se aquele coxo que falha golos quase certos será a sua melhor alternativa ofensiva ou se o outro, que até os marca, fará parte do plantel na semana seguinte. Os jogadores, por seu turno, tentam desinteressadamente cabecear uma bola com a cabeça a milhões de euros de distância, os que podem dar-se a esses sonhos, enquanto os outros esforçam-se por aceitar a ideia de que a Roménia, a Bélgica ou a Segunda Liga Suíça são destinos desejáveis para um jovem futebolista português.
Tudo isto foi visto, mais uma vez, na nossa querida Liga Lusa, com particular destaque mediático, como é óbvio, para as entradas e saídas nos plantéis dos 3 grandes. O Benfica, após uma já habitual catrafada de compras nos meses de Junho e Julho, elevando o número de jogadores disponíveis para níveis absurdo-ridículos, parece ter conseguido livrar-se dos excedentes com sucesso ao longo do último mês, conseguindo aquilo que parece ser um plantel mais equilibrado que nas últimas épocas, com um Witsel que promete dar que falar (e também mais alguns milhõezitos para um qualquer fundo na próxima época) e um Artur que, ao contrário do seu antecessor, não dá pontos... de bandeja! O Sporting conseguiu algo novo: ser o rei das contratações, pelo menos em quantidade! Na verdade, o entusiasmo de uma aparente nova atitude, ambiciosa e renovada, ilustrada pela contratação de um jovem treinador português de sucesso (esse mesmo que já festejou um título em Alvalade, marcando o golo da vitória azul e branca que retirou o campeonato de 1994/95 ao Sporting, de forma definitiva) e de promissores jogadores estrangeiros (a famosa cantera, afinal, parece já ter exportado os seus melhores frutos, mesmo que podres), esbarrou numa apresentação ao sócios com goleada sofrida e um arranque de campeonato aos tropeções, mesmo que com uma mãozinha xistrense. Alvalade parece continuar a ser um terreno aziago para o Sporting, ao que também não serão estranhos os lenços brancos e a massa assobiativa, sempre prontos a pressionar a equipa quando aos 10 minutos o marcador regista ainda um nulo. Já o meu querido FC Porto, depois de assegurar um reforço de última hora (segundo Antero Henrique, diretor-geral da SAD azul e branca em entrevista ao jornal O Jogo, esse reforço foi Álvaro Pereira), parece apostado em colecionar defesas laterais, depois de um investimento de 21 milhões em dois jovens brasileiros (futuros craques, diz-se!), um deles já chegado com lesão e outro, o mais caro, que só chegará em Janeiro, para fazerem companhia a Fucile, Emídio Rafael (que é português, coitado!), Sapunaru e o tal Álvaro Pereira que, aparentemente, irá ser o novo homem-golo do Dragão... os adeptos portistas mal podem esperar para vê-lo a voar como o Jardel sobre os centrais. Depois da saída do timoneiro André Libras-Boas, a nova época começou, desde cedo, a parecer menos auspiciosa para os campeões nacionais, com todo o peso de uma temporada de sonho nas costas do inexperiente e pouco carismático Vítor Pereira. Porém, a estabilidade no plantel, que se manteve até Agosto, parecia dar boas garantias de continuidade. Foi então que a SAD portista resolver começar a imitar os modelos de gestão desportiva da capital, decapitando a equipa com a venda milionária do Falcao, juntando um Ruben Micael das Quinas ao pack, para dar a entender que os 5 milhões até foram um bom negócio e mostrando-se incapaz de contratar uma alternativa de ataque sem que o russo pagasse os 30 milhões exigidos pelo Álvaro. Além desse, Christian Rodriguez, Fernando e Beto, candidatos à saída, ficaram sem colocação por falta de comprador, estragando, provavelmente, as contas mais douradas dos administradores. Apesar de tudo, a forma honrada e competitiva com que o Porto fez frente ao Super-Barça deixa perceber que a qualidade do plantel continua elevada, embora também tenha sido evidente a falta que faz a ponta de uma lança...
Por último, gostaria de fazer uma referência aos rivais do Minho. O de Guimarães, com um plantel interessante, começou da pior maneira possível: só derrotas, humilhações, perda de treinador (adivinhava-se a saída do Machado, que há muito parecia estar desenquadrado e desapoiado no clube... além de começar a sentir-se alguma inadaptação aos novos modelos de jogo e forma de estar no futebol), comportamentos selvagens de alguns adeptos, dando mostras a todo o país do pior da vimaranensidade e contribuindo para a descredibilização do clube e da cidade. Rui Vitória, como o próprio nome indica, parece estar no lugar certo, embora talvez na hora errada. Agrada-me este treinador, da nova fornada de bons técnicos portugueses, com ambição e um discurso positivo, tal como o seu estilo de jogo... mas não terá uma tarefa fácil tendo em conta o momento de instabilidade que o clube atravessa. Quanto ao Braga, discretamente, construiu de novo uma boa equipa, tem um bom treinador e, mais uma vez, promete intrometer-se nas lutas dos grandes. Porém, não posso deixar de referir a perda de um dos grandes valores de futuro do futebol português, um diamante por lapidar, de seu nome Pizzi. Como é possível que este jogador não tenha tido oportunidades no seu clube e que nenhum dos grandes seja capaz de ver o jogador que ali está? Viu-o o Atlético de Madrid, que, pelos vistos, tem visto muito em Portugal... enquanto nós, mais uma vez, vemos uma pérola ir embora sem ter reais oportunidades no campeonato português!