Um blog de bola e ant'activos metabolismos lírico-reflexos...de bola, que não debalde-s, ya;
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Não intrínseca - mas sintomática
Com Carlos Xavier dizemos
que de amarelo não!, como quem diz haver identidade na camisola que se veste e mais aproveita a chance para lembrar que a publicidade nesta desqualifica aquela - ou, qualificando-a, coloniza-a.
O Sporting não é um intervalo: é o jogo.
terça-feira, 25 de março de 2014
Versus Real: os jogos do ano na BBVA '14
E à 29ª jornada há Reais cambalhotas, quão fora quão em casa. Ligado nas duas vazas, não basta ser Ronaldo para se ir rolando - e no entanto ela gira, ó se gira, karmas que não são karmas, mais carmos, fados. É a ficção realista, mesmo, quem estremece. A Real Espanha.
Não uma, mas duas vezes e de novo. De forma pungente, lendária. Na luta pelo título, o underdog da capital, o Sporting de Espanha, não de nome mas em analogia apressada eventual com a lógica de grandeza trinitária do campeonato de Portugal, saiu assim em primeiro da labuta Real Madrid-Barcelona, o desafio-mor do qual os catalães saíram vencedores. Por outra, em Almería,
algo de resistente, do mais a mar acima da linha de água de volta, travou a marcha da Real Sociedad na tabela classificativa, onde está agora atrás dess'outro conjunto andaluz - o Sevilla FC - na perseguição aos rivais bascos do Athletic, que ocupando a 4ª posição estão no último spot que pode ligar à macro dos campeões, Athletic por sua vez historicamente emulado em Madrid no Club Atlético que ora lidera La Liga.
Não se trata sempre de uma luta pela manutenção, Reinaldo? Não, Roldão?
Pois não: rolamentos, então!
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
A perfect day to lock yourself inside
E à segunda - à Terça - o derby ocorreu, favorável aos da casa, ante um Sporting já sem surpresas, anuladas pela manutenção de uma equipa revolucionada, anulado o efeito que no Domingo, não estivesse o Estádio da Luz a desagregar-se (ah, lãzudo!), ditaria, decerto, um arrojo diverso no lançamento ao jogo com tudo. Tal momentum, porém, foi inteiramente perdido no adiamento da partida - e só a teimosia criativa, por assim dizer, do técnico do Sporting, ditou a insistência numa fórmula cuja grande (única?) virtude era a da surpresa, esvaziando-a assim de qualquer possibilidade tangível de sucesso. Mais do que a questionável inclusão do recém-chegado Héldon na equipa principal (Héldon que até foi dos menos maus em campo), o reiterar da aposta numa frente de ataque com 2 pontas-de-lança, mais desguarnecendo o meio-campo encostando André Martins à direita, revelou-se uma aposta sofrível, que nunca esteve perto de dar certo. Como se não bastasse não ter dois habituais titulares ao dispor, na lateral esquerda (Jefferson) e na vital posição de trinco (William Carvalho), Jardim optou por insistir numa aposta que só poderia colher pela surpresa. Desfalcado desta, porque revelada a priori, por entre bocados do Estádio, Jardim achou que não havia nada que reajustar a estratégia - e que mal o achou, que não acertou inclusive com meia das substituições que operou (a segunda, então... Magrão?).
Não é raro que a tentação de transfigurar a equipa antes de um jogo importante ocorra a um treinador. Parece que já vê as manchetes do dia seguinte, justamente apontando-o como um mestre, um visionário, um mago que tira coelhos da cartola como quem sabe lá bem. Por norma, porém, é o contrário. Jesus que o diga, que já por várias vezes resolveu inventar, por norma em desafios internacionais ou contra o FC Porto, quase sempre dando-se mal.
Se ainda há um problema de identidade no Sporting, tal é precisamente o de a reformular ao primeiro desafio grande. Não incidentalmente, veja-se a menor preponderância da cantera nesta partida. Wilson Eduardo, por exemplo, que vem sendo mais o consistente extremo ao longo desta época, não jogou nem um minuto. Possa Jardim aprender com o erro flagrante - e lá terá que ser o Olhanense a pagar a factura. Hoje, de qualquer modo, com as barbas de molho e um nevoeiro sebastiânico, just a perfect day to recollect.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Tradução, anglofonia e políticas de "verdade": um tuga na Arábia
Vítor Pereira (VP) deitou os lábios no trombone e agora percorre as redes sociais e os media com a sua "explosão" cómico-trágica de tuguice em força: My words come from my heart!
Num assomo reivindicativo, Vítor Pereira vincula à sua pessoa, ao mesmo tempo, a propriedade sobre a análise e a autoridade no testemunho de jogo, na boa tradição tuga. Ignora de imediato - e com alguma arrogância, há que dizer - as instruções do moderador, que pede uma descrição "técnica"; não percebo tampouco como uma avaliação da tecnicidade em campo pode ou deve ignorar a prestação a título individual deste ou daquele jogador, pelo que há um julgamento apressado do moderador quando tenta "calar" VP quando este prontamente começa a chamar os bois pelos nomes.
O jogo em questão foi a 13 de Dezembro, contra o Al-Ittifaq (Ettifaq? as grafias alternam). Não encontrei registo vídeo do jogo mas o importante foi a expulsão de Mansour aos 23' aparentemente, no testemunho de VP, provocado por uma reação infantil à provocação de outro jogador, que resultou num 10 contra 11 e a evidente derrota.
VP não é o único português na equipa (o atacante Luís Leal faz parte do plantel) nem é o clube adverso a treinadores importados: apenas 5 treinadores foram nativos da Arábia Saudita num clube que conta, inclusivamente, com a mãe de todos os personagens Luiz Felipe "E o burro sou eu?" Scolari na sua história. É por isso apressado falar aqui de conflito de culturas ou mesmo de uma afirmação patriótica de contornos nacionalistas: a história do clube é de resto a história dos clubes no mundo, pontos confluentes de uma economia de jogadores pautada pela transnacionalidade do networking futebolístico.
Nesta mediação, sobra o english macarrónico como plataforma linguística, certamente, à medida das possibilidades dos agentes em cena e de acordo com as regras do jargão, importado as is ("What I saw... in first place, I saw a bad professional player."). A tradução escala progressivamente entre o arábico, o inglês mais apurado do moderador, o inglês menos apurado do VP e o português na sua cabeça, manifesto nas patadas gramaticais que reforçam o caricato da instalação.
I speak what I saw, no what you want that I want to see. A presença do tradutor conclui o trágico encenado entre o real testemunho do treinador, a tradução proto-english e o filtro falhado do moderador. A frustração do homem que reverte para arábico o intraduzível espetáculo que certos jornalistas, ao que parece, dificilmente entenderam; o sussurrar impotente a um treinador tuga determinado em se afirmar. No futebol, como na antropologia, quem delega a informação segura a mediação do absurdo. Como na antropologia, fico curioso quanto à tradução árabe que foi devolvida aos jornalistas (como na antropologia, omitida na western media) e quanto ao sussurro no ouvido de VP. A tarefa do tradutor é ingrata, porque essa é a natureza da comunicação, seja aqui ou seja na Arábia.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Mas qual óbito? O óbito?
Se é para escrever, que se escreva, ou vamo-nos todos e que fique o texto.
No entanto, a verificar-se, que o óbito seja devidamente marcado pela real partida do Pantera Negra. Vivemos tempos turbulentos, caem os ícones do velho milénio, e porque futebol é política e a política é um jogo, remeto a reflexão para um texto de Nuno Domingos - desenterrado, em boa menção, pela dreamachine facebookiana - sobre o homem, o jogo, o Estado Novo e a identidade racial-nacional:
Apesar do reconhecimento do seu mérito, a apreciação entusiástica que mereceu não resultava de uma inusitada consciência de igualdade racial, tão-pouco poderia servir de prova de que a sociedade portuguesa estava preparada, devido a uma característica cultural adquirida, a aceitar a diferença. A relevância de Eusébio dependia do seu valor enquanto elemento de uma economia particular, no contexto de uma troca muito específica, proporcionada pelo processo de profissionalização do futebol. O jogador moçambicano oferecia quase todas as semanas capitais preciosos à representação nacional mas sobretudo clubista, a uma específica cidadania exercida diariamente por muitos indivíduos, quase todos homens, durante incontáveis encontros, conversas e imensas retóricas, nos quais se manifestava uma identificação, uma forma de apresentação na vida de todos os dias. Os que no campo representavam com o seu génio desportivo esta pertença (ser do Benfica, do Sporting, do Porto, ou da selecção) mereciam quase todas as recompensas, independentemente da sua origem ou da cor da sua pele. O valor de Eusébio nesta economia particular dependia da manutenção de um nível performativo constante, de um ritmo laboral intenso, com consequências físicas conhecidas, como asseveram as inúmeras cirurgias ao seu martirizado joelho.
And so on, and so forth, seguir o linking devido.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Pré-aviso de óbito | regresso aos mercados
Lavra o silêncio à falta de expressão dos cronistas cá do burgo, os mais dos quais apenas listados, que nunca, afinal, calçaram neste rectângulo de jogo numa peladinha que fosse. Lavra o silêncio não porque, consensual constatação, não haja do que falar - e, aliás, se fale ali-além, do pédebola nativo & não só -, mas porque nosso plantel não dá garantias. Sem banco que se apresente e com um elenco titular que nem um team de futsal chegou - alguma vez! - a poder assegurar (numericamente mas, não acidentalmente, fisicamente), estamos prostrados ante a incipiência do efeito conjunto deste antibolismo que, se se quis perfilar como uma alternativa à verborreia permanente dos media comentadores, fomentando um alinhavar bem escrito sobre performances e cenas que é raro achar escrutinadas a não ser à flor da cefaleia, não conseguiu senão veicular uns quantos fogachos. Ora, só em lume brando poderia isto cozer como deve ser e dar de comer algo consistente a quem de direito, antes de mais a nós próprios, engatados em amenas cavaqueiras ou flashadas excursões analíticas, transcrevendo conversas de café ou apostando em ostentar tais flashs.
Do malogrado ANTibola, precursor deste antibolismo, manteve-se só o intento congregador - e tudo indica que o desfecho não será muito diferente, mesmo que isto possa ficar em linha para memória futura: óbice ao reconhecimento do óbito de que nestas linhas se dá aviso prévio só visto. Desde que O Encoberto lançou - e muito bem - a época, nada se avançou sobre o que quer que fosse neste entreposto. Desconfiando que, na gaveta de cada antibolista atleta|trein'a'dor de bancada não se alojam crónicas e crónicas que permitam ocupar, com propriedade e usufruto, o espaçotempo decorrido desde o citado lançamento da temporada e concomitante apelo, reabramos o contencioso por ocasião da reabertura do mercado ou calemo-nos para sempre.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Ai Jesus, vais de Mota, Mori?
A Liga Portuguesa (independentemente do nome do patrocionador) 2013/ 2014 começou finalmente, com emoção, intensidade, meias-surpresas, muitos golos e sem empates! Como não podia deixar de ser, o circo dos "casos", ou pseudo-casos, tinham de aparecer, nomeadamente pela agência do Zé da Mota setubalense, treinador da Escola-Pacheco que também tende a ficar com crises hemorroidais após enfrentar o FC Porto. O Mota sabe bem o que faz: já é esperado que, em Portugal, qualquer berreiro, mesmo que injustificado (penalti e expulsão não oferecem a mínima dúvida), contra o FCP, cai sempre bem na comunicação social, e o Mota reforçou o seu prestígio junto das hostes encarnadas... será que o Zé (ex-boné pacense) de Setúbal anda a fazer-se ao piso instável onde se move o Jesus? Pois é, a vida do Messias da Luz já esteve mais abençoada... até a confiança inabalável do seu presidente se esconde, desconfiada, atrás de um silêncio difícil de explicar.Vieira isolou Jesus, ao não resolver atempada e assertivamente o caso Cardozo. Na verdade, enquanto a novela paraguaia continua sem desenlace à vista, eis que chega (finalmente) à Luz um novo afunilado amor para o ataque. O avançado Funes Mori virá para substituir Cardozo ou para ser emprestado a algum clube saudita? Enquanto permanece a dúvida, sobram duas certeza: os adeptos do River estão mais descansados e o jogador está feliz por ter escolhido o Benfica em vez do Porto (que nunca apresentou qualquer proposta por ele), já que afirmou, numa declaração pelo menos tão honesta quanto o pedido de perdão do Tacuara, que o benfas é que era o maior! Eu concordo, a julgar pelas duas últimas épocas do avançado, parece-me que o Benfica é o clube certo para ele.
Circos à parte, que servem para entreter os assinantes do novo canal "Premium" da TV por cabo e os tradicionais jornais da propaganda segundacircularense, e já que falamos de Cardozo, uma palavra para o novo avançado do Setúbal, que também assina com esse nome. Possante, bom de bola, raçudo, o rapaz promete golos e dores de cabeça para as defensivas contrárias, tendo sido uma permanente ameaça para Otamendi e Mangala, mesmo com o Vitória reduzido a 10. No outro Vitória, o de Guimarães, boa estreia também para um poderoso Maazou, com dois golos e outras boas indicações a nível técnico, mas sobretudo a nível físico. Um destaque ainda para as estreias, todas elas a marcar, de um trio colombiano, cada um pelo seu clube. Montero-Quintero-Pardo mostram ser claras mais-valias para a Liga portuguesa e não quiseram perder tempo a deixar a sua marca, em particular o avançado do Sporting, que assinou hat-trick, e o puto do Porto, um 10 com pézinhos mágicos, que marcou o golo da jornada logo na primeira vez que tocou na bola!
A nível coletivo, é difícil fazer destaques, já que 8 equipas venceram os respectivos jogos e, naturalmente, todas as restantes perderam. Ainda assim, é justo destacar a promissora goleada do renovado SCP, que assume novamente a liderança da Liga ao fim de 180 (!!!) jornadas. É, porém, importante, que os seus adeptos e jogadores não se deixem deslumbrar pelo bom arranque e não caiam em euforias desmesuradas. As próximas duas jornadas, primeiro fora, contra a Briosa, e depois recebendo o Benfica no Derby, serão importantíssimas para a época leonina e uma confirmação do potencial que tem esta equipa do Sporting. Realço ainda a vitória surpreendentemente fácil do Rio Ave em casa do recém-promovido Belenenses, no seguimento da boa época anterior, como também a demonstração de força e maturidade do Braga contra o Paços (pese o jogo ter sido disputado em casa emprestada pela vizinha Felgueiras). A derrota do Benfica na Madeira não surpreende muito, pela qualidade do Marítimo e pela instabilidade notória que reina nos da Luz. Na verdade, na maior parte do jogo, os jogadores do Benfica pareciam mesmo estar a boicotar o jogo, denotando talvez alguma vontade de afastar o treinador... Quanto ao Porto, arranca com uma vitória sofrida em Setúbal, que apresentou muita agressividade e determinação no jogo. Compreendo que a Escola Mota/ Pacheco tem os seus méritos e até consegue apresentar resultados... mas, felizmente, o estilo de jogo dos treinadores portugueses está a mudar, assim como a atitude face aos adversários. Não aprecio muito ver guerrilha futebolística e muito menos incapacidade de reconhecer a superioridade dos adversários. Como tenho muito respeito pelo VFC, desejo-lhes uma boa época, mas preferia que tivessem outro treinador ao comando, pois creio que têm uma equipa com potencial para melhores espetáculos. Para o Porto, fica a lição de humildade, já que a equipa teve de trabalhar mais do que esperava para conseguir os 3 pontos. É positivo! Há uma ideia generalizada (e penso que justificada) de que o FCP é o principal favorito ao título, e estas dificuldades são importantes para que os seus jogadores se lembrem que têm de disputar todos os jogos como uma final, se querem chegar ao Tetra!
Termino com mais um apelo aos camaradas antibolistas para começarem a partilhar as vossas opiniões. Lanço um desafio: seria bom termos aqui, pelo menos, uma análise de cada jornada da Liga, sem obrigações de rotatividade, mas com diversidade de opiniões. Se cada membro comentar duas ou três jornadas, tal é possível, sem que sejam sempre os mesmos a "botar faladura". Cheguem-se à frente, catano!
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Nova Época: Haverá um Campeão... Campeão??
Pois é, finalmente!!! Os amantes do bolismo e do anti-bolismo já desesperavam por novas emoções depois da longa paragem da Liga Portuguesa, necessariamente cheia das peripécias, novidades e esperanças que marcam a sempre Silly Season. Pelo meio, muitas emoções ficaram por (d)escrever, não por falta de interesse ou de vontade, mas porque há outros desportos de dar à tecla que clamam por dedicação. Não podendo recuperar o tempo e a oportunidade perdidos, não quero deixar de saudar alguns dos feitos desportivos dos últimos meses, começando, claro está por RUI COSTA (não, não é o outro, é esse mesmo, porque o dos pedais já adquiriu o direito de ser a primeira lembrança dos que acompanham o desporto português): no ano que se torna pela segunda vez campeão do Tour de Suisse - um campeão campeão, portanto, já que este post é a eles dedicado - consegue ainda uma fantástica dupla vitória no TOUR, the True and Only One. Grande Campeão, a deixar água da boca para o que resta da sua ainda jovem carreira! Refira-se também a revalidação do título da NBA por parte dos Miami Heat, para mal dos meus pecados, que bem cerrei os dentes pelos Spurs do "velhinho" Tim Vinho do Porto Duncan até ao épico Game 7 da final! E que dizer então dos 8 títulos de Nadal na terra batida de Paris? Onde o maiorquino, vindo de lesão prolongada, provou mais uma vez a Djoko (e mais ainda ao seu paizinho pouco desportivista) que o REI (na verdade, existem duas Suas Majestades, mas Federer já não aparenta ser capaz de alguma vez voltar a envergar o ceptro) ainda está vivo e bem vivo! Mas isso são outros futebóis...
O que me move, de momento, é mesmo o início da Liga e o "façam as vossas apostas". A minha, este ano, é sem hesitação: o FC Porto de Paulo Fonseca promete muito futebol, e já consegue exibir-se a melhor nível, na pré-época, do que nos melhores momentos da equipa de Vitor "tás tão bem na Arábia" Pereira. O Benfica, necessariamente, tem de ser considerado o segundo principal favorito, em virtude do plantel e do histórico de JJ. Porém, algo (ou mais que apenas algo) parece não estar muito bem no reino da Luz... uma pré-epoca demasiado atribulada, a situação de Cardozo, a falta de vendas consideráveis, o habitual excesso de jogadores, embora desta vez mais no setor defensivo, a segunda venda do Roberto, a corda no pescoço do Jesus... parecem casos a mais para um cenário favorável. Embora continue a achar que o Benfica vai saber resolver a maioria das situações, algo tem de acalmar no balneário e no clube para que a época possa ser positiva. Pelo terceiro lugar, adivinha-se uma luta intensa entre os dois Sportings... eu acredito que o de Braga parte com ligeira vantagem, nas mãos da velha raposa Jesualdo e com um plantel repleto de boas soluções. Porém, o de Alvalade e de Portugal parece disposto a recuperar algum do orgulho que, se não se perdeu, ficou pelo menos gravemente feridos nas duas últimas épocas. O facto de estar fora das competições europeias pode ser um fator importante, fazendo a equipa concentrar-se nas restantes provas, com um plantel muito jovem, cheio de prata da casa, um treinador ambicioso e competente e um presidente aguerrido... às vezes demais! E a quem falta alguma serenidade e "saber estar" no futebol, pois o seu estilo espalhafatoso de Reality Show da TVI faz muitas vezes lembrar um certo Jardim madeirense... e não é o treinador!
Nas restantes equipas, sempre a mesma incógnita, que só as primeiras jornadas poderão ajudar a esclarecer. Confio que Marítimo, Estoril , Vitória de Guimarães e Paços andarão sempre pela metade superior da tabela, mas pode haver surpresas, sobretudo no VSC (o jogo da Supertaça deixou uma imagem muito pálida, mas o Porto esteve também muito sólido e com um ritmo elevadíssimo para a fase da época), que terá novamente de reconstruir a equipa. Nos restantes, prevejo a mesma luta aguerrida para fugir aos últimos lugares, com duelos equilibrados. Um palpite arriscado: talvez o Arouca venha a ser uma das sensações da prova! E cuidado com o também recém subido Belenenses, cuja regresso bem se saúda (falta ainda o Boavista para tudo parecer mais "normal").
É portanto essa a minha aposta: este ano teremos um Campeão Campeão!
- Mas ó Zé, os Campeões não são todos Campeões? - Pois claro que sim! E todos são legítimos e todos têm mérito... mas não será o papel de um Verdadeiro Campeão defender o seu título e mostrar a todos que o é? Eu digo que sim... e por isso esses Campeões são especiais. Espero que o meu Porto consiga voltar a sê-lo, até para reforçar também essa liderança em ranking de títulos (não, não é só na Supertaça). Aqui vos deixo a Lista dos Campeões Campeões em Portugal:
- FC Porto: 14 vezes (1939/40; 1978/79; 1985/86; 1992/93; 1995/96; 1996/97; 1997/98; 1998/99; 2003/04; 2006/07; 2007/08; 2008/09; 2011/12; 2012/13);
- SL Benfica: 13 vezes (1936/37; 1937/38; 1942/43; 1960/61; 1963/64; 1964/65; 1967/68; 1968/69; 1971/72; 1972/73; 1975/76; 1976/77; 1983/84);
- Sporting CP: 5 vezes (1947/48; 1948/49; 1951/52; 1952/53; 1953/54).
terça-feira, 18 de junho de 2013
Toma!
Parabéns à selecção de futebol do Irão pelo 1º lugar no grupo, vencendo pela margem mínima o último jogo do apuramento, na casa do seu adversário sul-coreano. Qual de nós na pele de Queiroz não diria "toma!" ao seleccionador contrário após a polémica que antecedeu a joga?
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Fim de Época... ou (Re-) Início?
Pois bem, meus caros, eis-me de volta ao Antibolismo, com ténue esperança de que isto anime, catano!
Então e a malta acha que nada se passou de interessante ao longo de toda a época? As raras exceções vieram de dois estimados Lagartos cá do sítio... quiçá os que tinham menos para falar este ano (ou mais, dependendo do ponto de vista!).
Eu tenho muito para dizer sobre esta época em que permaneci mudo em termos antibolistas (por variadíssimas razões, mas muito se devendo à infeliz falta de dinamismo deste blogue que tanto pode fazer pelo futebolismo ANTi-estupidificante neste espaço comunicativo pseudo-global), mas nãi vou fazê-lo, ainda! Vou esperar, esperançosamente, passe o pleonasmo, que a malta se manifeste!
Para já, pretendo apenas fazer aqui um pequeno exercício que me parece justo: a eleição do 11 ideal da Liga Portuguesa 2012/ 2013. Tal foi a superioridade que FC Porto e Benfica exerceram sobre os seus rivais, ao longo da época, que não me parece sequer plausível que um jogador de qualquer outro clube possa figurar nos "11 magníficos", havendo, no entanto, espaço para alguns no banco de suplentes. Eis então as minhas escolhas, numa tática de 4-4-2 Losango, pela força dos nomes que me parecem prioritários:
GR - Helton;
DD - Maxi Pereira;
DE - Alex Sandro;
DC - Otamendi;
DC - Mangala;
MDC - Fernando;
MC - Matic;
MC - Moutinho;
MO - Enzo Perez;
AC - Lima;
AC - Jackson;
SUPLENTES:
- Rui Patrício;
- Garay;
- Jefferson (Estoril);
- André Leão (Paços);
- James;
- Salvio;
- Licá (Estoril).
Seriam estas as minhas opções, pese vários outros terem feito grandes épocas, como o Ghilas, por exemplo, que podia muito bem estar aqui, pese o insucesso da equipa! Mas creio que ninguém no seu juízo perfeito diria que não a um plantel destes! O que acham, camaradas? Espero ouvir comentários...
Para finalizar, resta-me congratular-me pelo memorável T(r)ítulo conquistado pelo FC PORTO! Parabéns Vítor Pereira!! Continuo a não gostar de dele.. mas reconheço que, este ano.. foi uma vitória que muito deve ao treinador do FCP (ainda assim, continuo a desejar que saia... e será um grande erro se não acontecer)! Parabéns ao Estoril e ao Paços, pelas épocas históricas que fizeram, assim como aos seus jovens (e grandes) treinadores! Parabéns ao Vítória (de Guimarães) e ao Vitória (o treinador), por uma época muito acima das expectativas, com grandes dificuldades financeiras... Espero muito, embora não acredite, que vençam a Taça de Portugal! Parabéns ao Benfica, pelo futebol entusiasmante e forte quer apresentou ao longo da época (o que não invalida que tenha perdido nos momento decisivos, e por isso não pode ser considerada uma época brilhante, como diz o Jasus)!
Ah.. e Parabéns ao KELVIN!!! Puto.. aquele GOLO... nunca, mas nunca, me irá sair da memória!!! Mesmo que não faças mais nada na porra da carreira... ;-)
Aqui fica o momento ÉPICO (sim, mesmo!!!):
http://www.youtube.com/watch?v=YoSbxvyn8v0
Até já...
Então e a malta acha que nada se passou de interessante ao longo de toda a época? As raras exceções vieram de dois estimados Lagartos cá do sítio... quiçá os que tinham menos para falar este ano (ou mais, dependendo do ponto de vista!).
Eu tenho muito para dizer sobre esta época em que permaneci mudo em termos antibolistas (por variadíssimas razões, mas muito se devendo à infeliz falta de dinamismo deste blogue que tanto pode fazer pelo futebolismo ANTi-estupidificante neste espaço comunicativo pseudo-global), mas nãi vou fazê-lo, ainda! Vou esperar, esperançosamente, passe o pleonasmo, que a malta se manifeste!
Para já, pretendo apenas fazer aqui um pequeno exercício que me parece justo: a eleição do 11 ideal da Liga Portuguesa 2012/ 2013. Tal foi a superioridade que FC Porto e Benfica exerceram sobre os seus rivais, ao longo da época, que não me parece sequer plausível que um jogador de qualquer outro clube possa figurar nos "11 magníficos", havendo, no entanto, espaço para alguns no banco de suplentes. Eis então as minhas escolhas, numa tática de 4-4-2 Losango, pela força dos nomes que me parecem prioritários:
GR - Helton;
DD - Maxi Pereira;
DE - Alex Sandro;
DC - Otamendi;
DC - Mangala;
MDC - Fernando;
MC - Matic;
MC - Moutinho;
MO - Enzo Perez;
AC - Lima;
AC - Jackson;
SUPLENTES:
- Rui Patrício;
- Garay;
- Jefferson (Estoril);
- André Leão (Paços);
- James;
- Salvio;
- Licá (Estoril).
Seriam estas as minhas opções, pese vários outros terem feito grandes épocas, como o Ghilas, por exemplo, que podia muito bem estar aqui, pese o insucesso da equipa! Mas creio que ninguém no seu juízo perfeito diria que não a um plantel destes! O que acham, camaradas? Espero ouvir comentários...
Para finalizar, resta-me congratular-me pelo memorável T(r)ítulo conquistado pelo FC PORTO! Parabéns Vítor Pereira!! Continuo a não gostar de dele.. mas reconheço que, este ano.. foi uma vitória que muito deve ao treinador do FCP (ainda assim, continuo a desejar que saia... e será um grande erro se não acontecer)! Parabéns ao Estoril e ao Paços, pelas épocas históricas que fizeram, assim como aos seus jovens (e grandes) treinadores! Parabéns ao Vítória (de Guimarães) e ao Vitória (o treinador), por uma época muito acima das expectativas, com grandes dificuldades financeiras... Espero muito, embora não acredite, que vençam a Taça de Portugal! Parabéns ao Benfica, pelo futebol entusiasmante e forte quer apresentou ao longo da época (o que não invalida que tenha perdido nos momento decisivos, e por isso não pode ser considerada uma época brilhante, como diz o Jasus)!
Ah.. e Parabéns ao KELVIN!!! Puto.. aquele GOLO... nunca, mas nunca, me irá sair da memória!!! Mesmo que não faças mais nada na porra da carreira... ;-)
Aqui fica o momento ÉPICO (sim, mesmo!!!):
http://www.youtube.com/watch?v=YoSbxvyn8v0
Até já...
domingo, 28 de abril de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Do paupérrimo ataque do Sporting ao rosto da Resistência nas bancadas de Alvalade
Confirma-se. À 18ª jornada da "Liga Zon Sagres" [imagina: Liga Tupperware Gillette; Liga Olá Matutano (...)], o Sporting é o pior ataque da prova. Em média, nem um golo por jogo. Se isto não é um feito? Não, um feito é mais o lanterna vermelha a querer dar mecha na cauda da tabela, a que não será de todo alheia a chegada de Augusto Inácio ao comando técnico. Inácio, que em Alvalade foi campeão com um plantel esticado ao máximo, híbrido de juventude e experiência (e com uma boa meia dúzia de flopes, trip recorrente), soma duas vitórias em dois jogos, encurtando distâncias na tabela, designadamente para o Sporting, que está no 10º posto, à condição, com apenas mais 5 pontos que o clube de Inácio, de Moreira de Cónegos.
Apesar de jogar perante o seu público e do caminho percorrido ser mais extenso que o adversário, que esta tarde foi o Marítimo [0-1], não há maneira do Sporting atinar, atirando-se pois mais umas tantas acendalhas para a fogueira do falatório sobre, mais a mais em vésperas de acto eleitoral antecipado, que não há como derrotas para atiçar as brasas em causa. Em termos de futebol profissional e pese embora a 'limpeza' operada no último período de transferências, bem como um par de vitórias que pareciam significar uma retoma sob a experiente batuta do Prof. J. Ferreira, o Sporting está de volta às péssimas exibições de marcador em claro, em que à desinspiração colectiva se somam azares pontuais. A juventude da cantera que enfim vem aparecendo, hoje com destaque para a estreia de Bruma, que jogou a 1ª parte, ainda não tem minutos suficientes e influência no colectivo para fazer a diferença, mas é sinal de esperança. Para funcionar, porém, tem que ser consequente. Onde pára Esgaio, por exemplo, que com Vercauteren se mostrou um par de ocasiões e foi então o menos mau dos jogadores de campo (Patrício tem sido sempre o melhor dos leónidas, claro)? E que se passa com André Martins, que tem tudo para ser o pêndulo do meio-campo ofensivo?!
Enfim, do muito que haveria a dizer, yet, a principal nota que me apraz registar é de outro jaez. Em mais um ataque sem cumprimento, vi Martin L. King esta tarde por trás da baliza então à guarda do redes do Marítimo. Porque nem só de cromos vive a bola, viva quem dá assim munição de referência, de resistência, o que realmente interessa emular - e o resto é grupo.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Do impasse à desistência
Do impasse à desistência, dizem-nos as últimas do dito mercado de Inverno de jogadores da bola, em que alguns destes trocam de camisola, uns partindo, outros chegando. No que respeita ao Sporting, muito se passou já, como bem descreveu Edward Norton na sua última crónica. A dois dias do fecho da dita janela de transferências, porém, nem Norton nem ninguém, aparentemente, dava conta da notícia que havia de estoirar no dia seguinte, a véspera. Marius Niculae, o regresso. Para muitos, uma opção duvidosa. Para mim e provavelmente tantos dos que se lembram bem dos serviços prestados pelo striker romeno - e mais entendem sua experiência (foi campeão na 1ª época que fez, ãh?!) como mais-valia - uma excelente notícia.
Porque do impasse à desistência se trata, todavia, logo surgiram fundadas questões de possibilidade. Parece que Niculae, tendo jogado a 1ª parte da final da supertaça romena pelo D. Bucuresti (e como capitão!) e assinado entretanto pelo Vaslui, se encontra impossibilitado de jogar por qualquer outro clube esta época.
Diz que o Sporting ia pedir pareceres à Federação Romena, à FIFA e ó 14. No dia do fecho e mesmo depois, tipo agora, 1 e quê da manhã do dia seguinte, online na página do clube refª a comunicado da SAD, que sustenta que
"O Sporting dará início ao processo de inscrição sem prejuízo da transferência efectiva estar dependente de um parecer final."
Pois...not. Parece que não dá mesmo, ou do impasse só dá-deu mesmo para desistir.

Somado a este flagrante inoperacional - e responsabilidades? [questões directivas, batatada permanente, o circo da assembleia que aí vem saindo do adro, passe a hibridez como acidez clúbica] -, parece que Kléber, pelo jeito muito na calha de vir, também não calçará no Sporting - e por tal parte não fico descontente, não, com Norton estou que há no team dito B bem melhores opções.
Niculae era diferente. Se há algo para saber no Sporting, ser campeão, Niculae sabe. E tal seria moralizador. Pena que Moutinho, acima celebrando um golo ao lado de Niculae, não tenha podido chegar lá sem ter que mudar de camisola. Yet, chega de negócios com o FC Porto, mas sobretudo enough de gestões de homens sem palavra, toureiros de meia tigela by proxy. Quão dificil é ser pragmático sem esteios..;
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Mercado e um Jesualdo Ambicioso
Não venho aqui para dizer mal de Jesualdo, muito pelo contrário. Até à data o professor tem dado provas que é mesmo a pessoa certa no lugar certo! Gosto do seu discurso coerente e sincero, sem nada a esconder. O Sporting precisa urgentemente de dinheiro, coisa que aliás os adeptos já pareciam esquecer com o trio de vitórias. A meu ver este período de tranferências está a ser dos melhorzitos da era Godinho Lopes. É para poupar! Gelson, muito bem, pois era um cepo sem grandes noções tácticas exigidas à sua posição, e com pouca inspiração no passe. Ah! e grande caceteiro também!!! Ainda assim deveria ter sido vendido. Mesmo por pouco veio a custo zero, por isso tudo era lucro! Carriço foi mal vendido, mas é melhor que tenha saído por alguma coisita do que a zeros. E não esqueço as suas fifias, ao contrários de outros que apelaram logo ao seu sportinguismo, nacionalidade, e ao facto de ser capitão. Má foi a opção de não vender o Carriço por 3M ao Sevilha no ano passado em vez dos 750m. Capitães tivemos muitos (infelizmente, digo eu!). Mais uma boa opção de Jesualdo, ainda que o Patrício deveria envergar a braçadeira. Rinaudo e Schaars não precisam de uma fita no braço para se comportarem como tal. E para mais, os adeptos e o Rui poderiam sentir o seu poder simbólico. Elias tinha de ir. Um jogador pouco empenhado que não percebeu que tinha sido a contratação mais cara de sempre e dessa forma teria que se assumir como uma das estrelas da companhia! Não deu para ter o retorno do investimento, então o empréstimo terá sido a melhor opção. Ainda assim estranhei não se ter falado em propostas da Rússia, já que Roberto Carlos admirava tanto o Elias!!! Izmailov já deveria ter saído há muito tempo! Bem sei que é bom jogador, mas é bom jogador quando joga! Vai para o Porto. Tanto me faz, pois não creio que vá melhorar muito os seus hábitos de enfermaria. Pode-se é não notar muito pois não foi para ser titular. Miguel Lopes e Ventura na troca não me pareceram mal. Não precisávamos das posições mas são dois tugas que estarão na selecção mais cedo do que tarde! Só um apontamento: o queimar do Cédric foi o único senão desta troca. Pranjic foi uma contratação modelo daquilo que o Sporting não pode comprar. Jogadores em fim de carreira, com ordenado elevado e sem grande qualidade. Um jogador de 31 anos no Sporting tem que ser grande jogador e titular indiscutível! Preferia que tivesse sido vendido pelo mesmo motivo do Gelson. Por fim (será????) o Insúa. Era titular, mas não estava em grande forma. Parecia pesado e ultrapassável em muitos momentos. Nunca foi muito rápido mas este ano estava pior. Foi bom dinheiro, se realmente o Sporting recebeu 3.5M, pelos 35% que detinha! Para além de já estar no plantel o Joãozinho e o Rojo. No fundo, O Sporting tinha de poupar em ordenados e fazer algum extra em tranferências dada a prestação da época em curso. Acho que não deveriam parar por aqui. - Vender o M. Boeck, para amealhar mais uns €s e fazer sentido a vinda do Ventura;- Dispensar o Xandão, pois não é titular e se precisamos de poupar em ordenados que se poupe neste. Fica o Dier, Pedro Mendes ou Nuno Reis como centrais suplentes e nossos. Não temos nada que valorizar activos dos outros!!!- Experimentar o G. Etock em alternativa ao Wolfswinkel. Se já experimentaram o Rubio e o Betinho, não fiquem por aí! Se não der, trazer um outro avançado. O Ghilas parece boa opção. Baixo custo e já cá está!- De resto é recorrer à equipa B, que é esse o seu propósito. Bruma, Esgaio, João Mário, Pedro Mendes, Árias, Betinho, Rubio, Etock, Seejou King, etc. Jesualdo disse no outro dia: "Temos de fazer um grupo mais equilibrado, ambicioso e com muito mais trabalho". A palavra chave é ambicioso e julgo que Jesualdo fez um bom diagnóstico da equipa. Havia excesso de jogadores e falta de ambição no plantel. A vertente psicológica de muitos jogadores é que era fraca e não propriamente o seu valor técnico ou físico (até estes deixaram algo a desejar!). Dêem mais um ponta-de-lança ao homem e fará mais do que outros com mais recursos financeiros! Não estou contente com a situação financeira do meu clube, mas extremamente satisfeito por esta conduzir ao que eu e muitos defendem: Um plantel curto de qualidade, com alguns jogadores formados pelo clube e com meia dúzia de lugares para os jovens irem despontando!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Managing Sporting
Ultimamente pródigo em movimentações de várias índoles, o actual presidente do Sporting, L. Godinho Lopes, promoveu yet mais uma [18/12/12], (re)criando no clube o posto de manager e nele instalando o Prof. Jesualdo Ferreira, que assim chega ao 3º grande futebolístico de Portugal, 3º em palmarés e coincidentemente no timing de chegada a Alvalade, não considerando que o SC Braga, como todo o respeito que merece, ora possa sequer almejar reivindicar um rótulo histórico, posto que a história não se reescreve num par de temporadas.
Mais que analisar a conduta recente do presidente do Sporting, pano para mangas que muito casaco tem dado a vestir aos cronistas do pédebola da praça, importa-nos aqui atentar nas palavras que o próprio Jesualdo proferiu aquando da conferência de imprensa dedicada à sua apresentação, assentes desde logo no tridente Prazer-Honra-Desafio, como oportunamente a SIC Notícias destacou na transmissão televisiva que fez da sobredita conferência:

Isto porque, Jesualdo deixou-o claro, sua chegada ao Sporting não deve ser confundida com um devaneio, se efectivamente pretende honrar o desafio. Jesualdo, mestre do futebol de vasto currículo, chega a uma casa diferente e afirma-o desde logo,
destacando a Academia em termos inequívocos
e prometendo - EXIGINDO - "um novo estilo",
em presumível ruptura com o que, até ver, a gestão de Godinho Lopes trouxe ao Sporting.
Hábil e contundentemente, Jesualdo não despiu a pele de treinador, que é aliás seu activo maior. Que chegue ao banco do Sporting, sem que lá se precise de sentar, parece ser o ponto. Veremos se realmente este é o virar do chip e de novo o ADN formador do Sporting terá expressão fenotípica no futebol jogado pela turma principal.
UPDATE (21/12/12) - se é necessária uma limpeza de balneário, a modos que dando a mão à palmatória, eis o empréstimo de Gelson Fernandes ao Sion. Parecia cenário evidente, mas atendendo aos minutos que Mr. Vercauteren, apesar dos apesares, lhe concedeu, a saída do internacional suíço do Sporting, a pronto, parece ter o dedal do novo manager. A ver vamos, dado que segue havendo muito por onde limpar, sobretudo entre o contingente de pseudo-reforços - os mais dos quais estrangeiros - chegado no último par de épocas.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Pós-Sporting-Benfica & memória de um central da minha idade
Ora, contrariamente ao prometido no texto abaixo deixado, não haverá cá análise detalhada do passado derby Sporting-Benfica. Quem viu o jogo e mesmo quem não o viu dele ouviu ou leu algo não precisará, por certo, de (ainda mais) auxiliares de memória. Porque é tópico transversal ao pédebola nativo (e euro-alógeno), porém, frisar apenas que, a nosso ver, o dado mais relevante da joga passada assentar no facto de apenas 3 Tugas a terem disputado - e destes, 1 só com a camisola do Sporting. Eis o projecto do actual elenco directivo exposto em flagrante contradição no supostamente máximo expoente futebolistico da instituição, contradição com o que muito crente sportinguista afirma, com orgulho, ser a política desportiva do clube. Para quê formar jogadores? Se o Sporting ou Godinho não puder ou souber responder, o FC Porto que o diga, por exemplo, sua 'quota de Tugas' na equipa principal de futebol sendo habitualmente constituída por dupla saída de Alvalade, do renegado (Beiças oblige) Varela ao apodrecido ( JEB "Beiças forever" oblige) Moutinho. Enfim, vergonhosa gestão e miserável futebol de um SCP entregue a um conjunto de vedetas de pacotilha, esquadra comandada por múltiplas vozes que juntas não fazem uma, o Sporting arrasta-se pelas competições em que participa - e arrastar-se-á, enquanto jogarem mais pseudo-activos do que jogadores, enquanto a MÁ emulação de 'modelos' rivais nos render elencos de mercenários coxos, de nada valendo que até tenham X internacionalizações.
Para quê formar jogadores, ó Sporting, ó Tuga, ó Sporting da Tuga, se depois acabam, acabamos emprestados, encostados aqui ou além? Bota-os cá que faço uma equipa - e com metade do teu orçamento ou nem isso contrato 1 ou 2 players de nível. Queres ver, por hipótese?
Patrício
Pereirinha - Reis - Oguchi - Insúa
Rinaudo-Santos (Adrien)-Martins
Wilson-Berbatov-Salomão
Dos jogadores em causa, 4 estão emprestados, um deles ao Málaga (!!!), 4 são estrangeiros, transitando 3 dos actuais quadros do clube - e apenas 1 seria contratado, um PL de classe mundial, em fim de carreira mas que bem jeito daria, seu salário indexado a golos, pois claro.
Além das muitas e boas alternativas que moram na Academia - v. Equipas B e Juniores -, para quase todas as posições, permitam-me só a seguinte recolecção, ou digam-me se não seria preferível empreendê-la a ter comprado um Marcos Rojo e a manter um Xandão:
Sim, falo de Zé Enarkahire, um rapaz da minha idade, que aparentemente anda relaxando por...S. Marino!
(,,,(
domingo, 9 de dezembro de 2012
Será?
A malta anda muito divertida com o Sporting e não é para menos. Psicoactivada? Talvez, mais uns que outros, mas a continuar como tem andado nem patrocinando fumícios a direcção do Sporting assegurará audiência para o muito fraco futebol que a equipa A (de azelhice) tem evidenciado. A propósito, no derby que segue dentro de momentos, se já nem a história vale para os de Alvalade em termos de balanço vitorioso, que dizer do factor casa? Esse será o mote de nossa próxima empreitada cronística, à qual nos vimos assim obrigar por antecipação, quebrando o gelo que impera neste antibolismo há bué, não por falta de assunto, decerto, que do pédebola a demais modalidades & bolandas quejandas, há até demasiado por onde. A pergunta que deixamos no ar, pegando na deixa facebookiana anti-sporting, é:
tens cenas para orientar, Vercauteren?
domingo, 22 de julho de 2012
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