quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fim de Época... ou (Re-) Início?

Pois bem, meus caros, eis-me de volta ao Antibolismo, com ténue esperança de que isto anime, catano!

Então e a malta acha que nada se passou de interessante ao longo de toda a época? As raras exceções vieram de dois estimados Lagartos cá do sítio... quiçá os que tinham menos para falar este ano (ou mais, dependendo do ponto de vista!).

Eu tenho muito para dizer sobre esta época em que permaneci mudo em termos antibolistas (por variadíssimas razões, mas muito se devendo à infeliz falta de dinamismo deste blogue que tanto pode fazer pelo futebolismo ANTi-estupidificante neste espaço comunicativo pseudo-global), mas nãi vou fazê-lo, ainda! Vou esperar, esperançosamente, passe o pleonasmo, que a malta se manifeste!

Para já, pretendo apenas fazer aqui um pequeno exercício que me parece justo: a eleição do 11 ideal da Liga Portuguesa 2012/ 2013. Tal foi a superioridade que FC Porto e Benfica exerceram sobre os seus rivais, ao longo da época, que não me parece sequer plausível que um jogador de qualquer outro clube possa figurar nos "11 magníficos", havendo, no entanto, espaço para alguns no banco de suplentes. Eis então as minhas escolhas, numa tática de 4-4-2 Losango, pela força dos nomes que me parecem prioritários:

GR - Helton;
DD - Maxi Pereira;
DE - Alex Sandro;
DC - Otamendi;
DC - Mangala;
MDC - Fernando;
MC - Matic;
MC - Moutinho;
MO - Enzo Perez;
AC - Lima;
AC - Jackson;

SUPLENTES:

- Rui Patrício;
- Garay;
- Jefferson (Estoril);
- André Leão (Paços);
- James;
- Salvio;
- Licá (Estoril).

Seriam estas as minhas opções, pese vários outros terem feito grandes épocas, como o Ghilas, por exemplo, que podia muito bem estar aqui, pese o insucesso da equipa! Mas creio que ninguém no seu juízo perfeito diria que não a um plantel destes! O que acham, camaradas? Espero ouvir comentários...

Para finalizar, resta-me congratular-me pelo memorável T(r)ítulo conquistado pelo FC PORTO! Parabéns Vítor Pereira!! Continuo a não gostar de dele.. mas reconheço que, este ano.. foi uma vitória que muito deve ao treinador do FCP (ainda assim, continuo a desejar que saia... e será um grande erro se não acontecer)! Parabéns ao Estoril e ao Paços, pelas épocas históricas que fizeram, assim como aos seus jovens (e grandes) treinadores! Parabéns ao Vítória (de Guimarães) e ao Vitória (o treinador), por uma época muito acima das expectativas, com grandes dificuldades financeiras... Espero muito, embora não acredite, que vençam a Taça de Portugal! Parabéns ao Benfica, pelo futebol entusiasmante e forte quer apresentou ao longo da época (o que não invalida que tenha perdido nos momento decisivos, e por isso não pode ser considerada uma época brilhante, como diz o Jasus)!

Ah.. e Parabéns ao KELVIN!!! Puto.. aquele GOLO... nunca, mas nunca, me irá sair da memória!!! Mesmo que não faças mais nada na porra da carreira... ;-)

Aqui fica o momento ÉPICO (sim, mesmo!!!):

http://www.youtube.com/watch?v=YoSbxvyn8v0

Até já...

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Do paupérrimo ataque do Sporting ao rosto da Resistência nas bancadas de Alvalade

 Confirma-se. À 18ª jornada da "Liga Zon Sagres" [imagina: Liga Tupperware Gillette; Liga Olá Matutano (...)], o Sporting é o pior ataque da prova. Em média, nem um golo por jogo. Se isto não é um feito? Não, um feito é mais o lanterna vermelha a querer dar mecha na cauda da tabela, a que não será de todo alheia a chegada de Augusto Inácio ao comando técnico. Inácio, que em Alvalade foi campeão com um plantel esticado ao máximo, híbrido de juventude e experiência (e com uma boa meia dúzia de flopes, trip recorrente), soma duas vitórias em dois jogos, encurtando distâncias na tabela, designadamente para o Sporting, que está no 10º posto, à condição, com apenas mais 5 pontos que o clube de Inácio, de Moreira de Cónegos.


Apesar de jogar perante o seu público e do caminho percorrido ser mais extenso que o adversário, que esta tarde foi o Marítimo [0-1], não há maneira do Sporting atinar, atirando-se pois mais umas tantas acendalhas para a fogueira do falatório sobre, mais a mais em vésperas de acto eleitoral antecipado, que não há como derrotas para atiçar as brasas em causa. Em termos de futebol profissional e pese embora a 'limpeza' operada no último período de transferências, bem como um par de vitórias que pareciam significar uma retoma sob a experiente batuta do Prof. J. Ferreira, o Sporting está de volta às péssimas exibições de marcador em claro, em que à desinspiração colectiva se somam azares pontuais. A juventude da cantera que enfim vem aparecendo, hoje com destaque para a estreia de Bruma, que jogou a 1ª parte, ainda não tem minutos suficientes e influência no colectivo para fazer a diferença, mas é sinal de esperança. Para funcionar, porém, tem que ser consequente. Onde pára Esgaio, por exemplo, que com Vercauteren se mostrou um par de ocasiões e foi então o menos mau dos jogadores de campo (Patrício tem sido sempre o melhor dos leónidas, claro)? E que se passa com André Martins, que tem tudo para ser o pêndulo do meio-campo ofensivo?!



 Enfim, do muito que haveria a dizer, yet, a principal nota que me apraz registar é de outro jaez. Em mais um ataque sem cumprimento, vi Martin L. King esta tarde por trás da baliza então à guarda do redes do Marítimo. Porque nem só de cromos vive a bola, viva quem dá assim munição de referência, de resistência, o que realmente interessa emular - e o resto é grupo.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Do impasse à desistência

Do impasse à desistência, dizem-nos as últimas do dito mercado de Inverno de jogadores da bola, em que alguns destes trocam de camisola, uns partindo, outros chegando. No que respeita ao Sporting, muito se passou já, como bem descreveu Edward Norton na sua última crónica. A dois dias do fecho da dita janela de transferências, porém, nem Norton nem ninguém, aparentemente, dava conta da notícia que havia de estoirar no dia seguinte, a véspera. Marius Niculae, o regresso. Para muitos, uma opção duvidosa. Para mim e provavelmente tantos dos que se lembram bem dos serviços prestados pelo striker romeno - e mais entendem sua experiência (foi campeão na 1ª época que fez, ãh?!) como mais-valia - uma excelente notícia.
Porque do impasse à desistência se trata, todavia, logo surgiram fundadas questões de possibilidade. Parece que Niculae, tendo jogado a 1ª parte da final da supertaça romena pelo D. Bucuresti (e como capitão!) e assinado entretanto pelo Vaslui, se encontra impossibilitado de jogar por qualquer outro clube esta época.
Diz que o Sporting ia pedir pareceres à Federação Romena, à FIFA e ó 14. No dia do fecho e mesmo depois, tipo agora, 1 e quê da manhã do dia seguinte, online na página do clube refª a comunicado da SAD, que sustenta que







Pois...not. Parece que não dá mesmo, ou do impasse só dá-deu mesmo para desistir.


















 
Somado a este flagrante inoperacional - e responsabilidades? [questões directivas, batatada permanente, o circo da assembleia que aí vem saindo do adro, passe a hibridez como acidez clúbica] -, parece que Kléber, pelo jeito muito na calha de vir, também não calçará no Sporting - e por tal parte não fico descontente, não, com Norton estou que há no team dito B bem melhores opções. 


Niculae era diferente. Se há algo para saber no Sporting, ser campeão, Niculae sabe. E tal seria moralizador. Pena que Moutinho, acima celebrando um golo ao lado de Niculae, não tenha podido chegar lá sem ter que mudar de camisola. Yet, chega de negócios com o FC Porto, mas sobretudo enough de gestões de homens sem palavra, toureiros de meia tigela by proxy. Quão dificil é ser pragmático sem esteios..;
                    


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mercado e um Jesualdo Ambicioso

Não venho aqui para dizer mal de Jesualdo, muito pelo contrário. Até à data o professor tem dado provas que é mesmo a pessoa certa no lugar certo! Gosto do seu discurso coerente e sincero, sem nada a esconder. O Sporting precisa urgentemente de dinheiro, coisa que aliás os adeptos já pareciam esquecer com o trio de vitórias. A meu ver este período de tranferências está a ser dos melhorzitos da era Godinho Lopes. É para poupar! Gelson, muito bem, pois era um cepo sem grandes noções tácticas exigidas à sua posição, e com pouca inspiração no passe. Ah! e grande caceteiro também!!! Ainda assim deveria ter sido vendido. Mesmo por pouco veio a custo zero, por isso tudo era lucro! Carriço foi mal vendido, mas é melhor que tenha saído por alguma coisita do que a zeros. E não esqueço as suas fifias, ao contrários de outros que apelaram logo ao seu sportinguismo, nacionalidade, e ao facto de ser capitão. Má foi a opção de não vender o Carriço por 3M ao Sevilha no ano passado em vez dos 750m. Capitães tivemos muitos (infelizmente, digo eu!). Mais uma boa opção de Jesualdo, ainda que o Patrício deveria envergar a braçadeira. Rinaudo e Schaars não precisam de uma fita no braço para se comportarem como tal. E para mais, os adeptos e o Rui poderiam sentir o seu poder simbólico. Elias tinha de ir. Um jogador pouco empenhado que não percebeu que tinha sido a contratação mais cara de sempre e dessa forma teria que se assumir como uma das estrelas da companhia! Não deu para ter o retorno do investimento, então o empréstimo terá sido a melhor opção. Ainda assim estranhei não se ter falado em propostas da Rússia, já que Roberto Carlos admirava tanto o Elias!!! Izmailov já deveria ter saído há muito tempo! Bem sei que é bom jogador, mas é bom jogador quando joga! Vai para o Porto. Tanto me faz, pois não creio que vá melhorar muito os seus hábitos de enfermaria. Pode-se é não notar muito pois não foi para ser titular. Miguel Lopes e Ventura na troca não me pareceram mal. Não precisávamos das posições mas são dois tugas que estarão na selecção mais cedo do que tarde! Só um apontamento: o queimar do Cédric foi o único senão desta troca. Pranjic foi uma contratação modelo daquilo que o Sporting não pode comprar. Jogadores em fim de carreira, com ordenado elevado e sem grande qualidade. Um jogador de 31 anos no Sporting tem que ser grande jogador e titular indiscutível! Preferia que tivesse sido vendido pelo mesmo motivo do Gelson. Por fim (será????) o Insúa. Era titular, mas não estava em grande forma. Parecia pesado e ultrapassável em muitos momentos. Nunca foi muito rápido mas este ano estava pior. Foi bom dinheiro, se realmente o Sporting recebeu 3.5M, pelos 35% que detinha! Para além de já estar no plantel o Joãozinho e o Rojo. No fundo, O Sporting tinha de poupar em ordenados e fazer algum extra em tranferências dada a prestação da época em curso. Acho que não deveriam parar por aqui. - Vender o M. Boeck, para amealhar mais uns €s e fazer sentido a vinda do Ventura;- Dispensar o Xandão, pois não é titular e se precisamos de poupar em ordenados que se poupe neste. Fica o Dier, Pedro Mendes ou Nuno Reis como centrais suplentes e nossos. Não temos nada que valorizar activos dos outros!!!- Experimentar o G. Etock em alternativa ao Wolfswinkel. Se já experimentaram o Rubio e o Betinho, não fiquem por aí! Se não der, trazer um outro avançado. O Ghilas parece boa opção. Baixo custo e já cá está!- De resto é recorrer à equipa B, que é esse o seu propósito. Bruma, Esgaio, João Mário, Pedro Mendes, Árias, Betinho, Rubio, Etock, Seejou King, etc. Jesualdo disse no outro dia: "Temos de fazer um grupo mais equilibrado, ambicioso e com muito mais trabalho". A palavra chave é ambicioso e julgo que Jesualdo fez um bom diagnóstico da equipa. Havia excesso de jogadores e falta de ambição no plantel. A vertente psicológica de muitos jogadores é que era fraca e não propriamente o seu valor técnico ou físico (até estes deixaram algo a desejar!). Dêem mais um ponta-de-lança ao homem e fará mais do que outros com mais recursos financeiros! Não estou contente com a situação financeira do meu clube, mas extremamente satisfeito por esta conduzir ao que eu e muitos defendem: Um plantel curto de qualidade, com alguns jogadores formados pelo clube e com meia dúzia de lugares para os jovens irem despontando!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Managing Sporting

Ultimamente pródigo em movimentações de várias índoles, o actual presidente do Sporting, L. Godinho Lopes, promoveu yet mais uma [18/12/12], (re)criando no clube o posto de manager e nele instalando o Prof. Jesualdo Ferreira, que assim chega ao 3º grande futebolístico de Portugal, 3º em palmarés e coincidentemente no timing de chegada a Alvalade, não considerando que o SC Braga, como todo o respeito que merece, ora possa sequer almejar reivindicar um rótulo histórico, posto que a história não se reescreve num par de temporadas.

Mais que analisar a conduta recente do presidente do Sporting, pano para mangas que muito casaco tem dado a vestir aos cronistas do pédebola da praça, importa-nos aqui atentar nas palavras que o próprio Jesualdo proferiu aquando da conferência de imprensa dedicada à sua apresentação, assentes desde logo no tridente Prazer-Honra-Desafio, como oportunamente a SIC Notícias destacou na transmissão televisiva que fez da sobredita conferência:


Isto porque, Jesualdo deixou-o claro, sua chegada ao Sporting não deve ser confundida com um devaneio, se efectivamente pretende honrar o desafio. Jesualdo, mestre do futebol de vasto currículo, chega a uma casa diferente e afirma-o desde logo,




destacando a Academia em termos inequívocos


e prometendo - EXIGINDO - "um novo estilo",


em presumível ruptura com o que, até ver, a gestão de Godinho Lopes trouxe ao Sporting.

Hábil e contundentemente, Jesualdo não despiu a pele de treinador, que é aliás seu activo maior. Que chegue ao banco do Sporting, sem que lá se precise de sentar, parece ser o ponto. Veremos se realmente este é o virar do chip e de novo o ADN formador do Sporting terá expressão fenotípica no futebol jogado pela turma principal.


UPDATE (21/12/12) - se é necessária uma limpeza de balneário, a modos que dando a mão à palmatória, eis o empréstimo de Gelson Fernandes ao Sion. Parecia cenário evidente, mas atendendo aos minutos que Mr. Vercauteren, apesar dos apesares, lhe concedeu, a saída do internacional suíço do Sporting, a pronto, parece ter o dedal do novo manager. A ver vamos, dado que  segue havendo muito por onde limpar, sobretudo entre o contingente de pseudo-reforços - os mais dos quais estrangeiros - chegado no último par de épocas.