quarta-feira, 2 de novembro de 2011

27.7445++++

Eis como o que seria uma aposta ganha, ou pelo menos de muito baixo risco, comprometeu todo um set delas, deixando-se de ganhar o montante que intitula esta factura, a cobrar ao FC Porto. Bem sei que quem cobra realmente (bem, se não realmente decerto apaixonadamente) são os adeptos, pelo fraco futebol e péssimo resultado apresentado pelo seu clube campeão em título na principal competição do calendário UEFeiro, mas esses quase trinta paus que não aconteceram...tornaram a suceder, na data da suposta resposta dos dragões na visita a Nicósia. E quê? Novo berro, derrota, mesmo - justa. Previsível, de resto, mas ainda assim na hora de especular tornei a dizer Porto, como disse Chelsea, que também foi azul que já deu uvas.


Moral da história - deixa lá a bwin, pica só o ponto antibolista e vai trabalhar!


+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

UPDATE no day after: Grato, Benfas, em cima de queda coice (adding insult to injury, yaaaaaaaa), aqui Vos deixo alguns exemplos (sim, infelizmente houve mais), um deles em que se recolecciona o previamente mencionado berro do FC Porto:










terça-feira, 1 de novembro de 2011

Quizz: como tornar uma equipa excepcional numa equipa vulgar?

A - num jogo decisivo da Champions League, optar por estrear na prova um jovem central inexperiente de 19 anos, deixando de fora um internacional argentino que dá garantias.
B - abdicar do esquema de jogo da equipa num momento crítico, desestabilizando-a ao substituir o trinco sólido por um médio que se apresenta com 10kg a mais e a jogar a passo, passando então a jogar com dois pivôs, pelo recuo posicional de um dos médios criativos.
C - inscrever apenas um ponta-de-lança, ainda por cima inexperiente, na CL, mesmo sabendo que só poderia alterar as inscrições seis meses depois.
D - deixar o principal criador de jogo ofensivo da equipa no banco, colocando no seu lugar uma eterna jovem promessa que já conta mais de 25 primaveras e corre muito mas pouco faz.
E - fazer tudo isto simultaneamente.

Há um certo treinador que acertou na resposta certa (E)... alguém quer arriscar um palpite?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Temos campeonato!?

Não, não me refiro ao campeonato do Antibolismo... esse, parece que não existe! E, visto que os monólogos aborrecem-me um pouco, vou deixar aqui um veredito de longa duração que pretendo vir confirmar ou refutar lá para o final da época: esta liga portuguesa vai ser disputada quase até ao final entre 4 equipas e uma de três será o campeão - Benfica, Sporting ou Braga. Relativamente ao Porto de Vítor Pereira, terminado o período de experiência (não dá para fazer como ao Del Neri, please?), já deu para perceber que não vai a lado nenhum. As opções absurdas e ridículas dos últimos 3 jogos parecem ser característica de personalidade de um óbvio falhado. Os vencedores cheiram-se à distância (como Mourinhos e Libras-Boas...), enquanto o Pereirinha tresanda a derrota. Se não mudar de treinador, tenho a certeza, desde já, que o FCP não ganhará nada relevante esta época! E o Porto não pode despedi-lo, após a cláusula megalómana que PdC decidiu aplicar a um mero adjunto... a única esperança seria o Sr. Vítor admitir que não serve para treinador principal e demitir-se! Volta, Pedro Emanuel, estás perdoado! Confiar-te-ia a liderança da equipa sem qualquer dúvida... ah, e no domingo torcerei por ti! Até um dia...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vitor Pereira e a tática do Ponta-de-Lança Fantasma

O empate de ontem, ante o Feirense de casa emprestada, revelou de forma clara os riscos incompreensíveis assumidos pelo Futebol Clube do Porto, SAD no planeamento do novo plantel. Após a perda de Falcao, figura incontornável do sucesso da última época, que ontem se estreou a marcar na Liga Espanhola (e logo com hat-trick!), a lacuna de um goleador capaz de dar resposta às necessidades e ambições da equipa azul e branca ficou por demais evidente, embora as exibições incríveis do super-herói e do puto James tenham vindo a disfarçar a lacuna nos primeiros jogos da época. Kléber não disfarça, com a sua entrega e vontade, a falta de experiência e sangue-frio para ser um verdadeiro matador; a sua qualidade é notória, mas não mais que a sua insuficiente preparação para a responsabilidade de ser o principal homem-golo da equipa. Mas o plantel está assim (mal) construído e é com essa realidade que os portistas terão de conviver, pelo menos até Janeiro!
Muito mais difícil de compreender são as opções do técnico Vítor Pereira no jogo de ontem! Depois de uma primeira parte que foi uma total nulidade a nível de futebol jogado, Pereira decidiu ao intervalo mudar as coisas: tirou Kléber e colocou Varela, abdicando do avançado centro e apostando num tridente ofensivo constituído por 3 extremos!!! O resultado foi visível: uma segunda parte repleta de cruzamentos para uma terra de ninguém! Como se não bastasse, cerca de 15 minutos depois e perante uma demonstração cabal de falta de eficácia, o técnico dos Dragões achou por bem abdicar do mais combativo dos seus avançados, o Cebola, para apostar num médio box-to-box, Defour, que teve de ocupar o seu lugar num meio campo já super-povoado com Moutinho, Guarin e um desinspirado Belluschi que somava asneira atrás de asneira! Para completar o ramalhete dos disparates, a solução final de Vítor Pereira para resolver um jogo que tresandava a perda de pontos (o empate acaba por ser o mal menor!) foi lançar, a 10 minutos do fim, a arma secreta Djalma, esse portentoso jogador para, imagine-se, a posição de defesa-direito, substituindo Sapunaru!!! Djalma... enfim! que Pinto da Costa tenha contratado este jogador a custo zero, para irritar o seu mais recente inimigo de estimação, o presidente do Marítimo, até se compreende. O que não se compreende é que esse limitadíssimo jogador fique no plantel dos campeões nacionais... e que, todos os jogos, a mando sabe-se lá de quem, tenha de entrar em campo nos últimos minutos, para continuar a demonstrar a perfeita nulidade que é! Pessoalmente, só consigo compreender essa opção por imposição estratégica: visto que Mariano González saiu, o Porto foi buscar Djalma para demonstrar que consegue continuar a ser campeão com um zero à esquerda (e à direita e ao centro!) a jogar regularmente.
O mais grave de tudo isto nem são as patéticas opções táticas para o centro de ataque nem a perda de dois pontos: o problema é que há jogador chamado Walter no banco de suplentes, que até tem por hábito marcar golos sempre que joga, mas que ainda não mereceu a confiança do treinador nem por um minuto, esta época. O que sentirá um jogador que, vendo sair o seu único concorrente direto da equipa, continua a não entrar nas contas do seu treinador? O que sentirá um goleador sentado no banco, vendo que a equipa precisa de marcar golos? E, se não conta para as opções, por que carga de água continua a ser convocado? Será que Vítor Pereira gosta de gozar com a cara feia de Walter? Se calhar CR7 tem razão e é mesmo preciso ser rico e bonito para se jogar à bola...
Como se não bastasse, o puto perdeu a cabeça, já nos descontos, e ficou assim afastado do Clássico de sexta-feira... frustração compreensível de um jovem a quem foi colocada nos ombros a responsabilidade de toda uma equipa. Mais um erro estratégico que pode vir a ter graves repercussões já no próximo jogo! A ver vamos como corre na sexta... mas é urgente que Vítor Pereira encontre uma alternativa válida a Hulk na liderança ofensiva da equipa!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O 11 de Setembro do futebol português!

É certo que este post surge com 4 dias de atraso... mas, ao fim e ao cabo, o 11 de Setembro já é quase como o Natal: é quando um homem (ou uma mulher, evidentemente) quiser! A euforia mediática do último fim-de-semana, volvidos 10 anos sobre a queda das Torres, prova que o 11 de Setembro deixou de ser apenas uma data e passou a ser sinónimo de "acontecimento trágico com capacidade para transformar o mundo". Obviamente, o que é trágico para uns acaba por ser altamente produtivo para outros, que o digam os dirigentes americanos e os fabricantes de armas que, nesse dia, garantiram um livre trânsito duradouro para testar os novos mecanismos de matar pessoas inocentes - digo, terroristas! Mas não é de política internacional que venho aqui falar hoje. Como em quase todos os aspectos da vida, também há um 11 de Setembro no que respeita ao futebol português. Não, não me refiro ao atentado terrorista do sr. Duarte Gomes, na última jornada, pois esse não irá mudar absolutamente nada... nem sequer a vocação do presidente do Vitória de Guimarães para escolher os seus amigos! Falo de um acontecimento bem mais antigo, que remonta a 07 de Dezembro de 1993. (lembram-se, amigos lagartos?)
Pois bem, nesse trágico dia, o Sporting CP deslocou-se à fria Áustria, mais precisamente à cidade de Salzburgo, para enfrentar o Casino local. Na bagagem, os leões de Bobby Robson (RIP, Sir) levavam uma confortável vantagem de 2-0, obtida no velhinho Alvalade. Porém, o encontro que parecia controlado virou-se irremediavelmente contra a equipa portuguesa quando, em cima dos 90 minutos, os austríacos fizeram o 2-0, empatando a eliminatória. Surpreendido, o Sporting não soube reagir à adversidade nem ao ambiente hostil, acabando por sair derrotado do prolongamento por 3-0. A tragédia, porém, não foi a eliminação em si, mas sim o que lhe sucedeu. Na viagem de regresso a Portugal, o irado Presidente Sousa Cintra não conseguiu digerir a frustração e, ainda em pleno vôo, despediu Sir Robson sem qualquer elegância, momento esse que foi várias vezes recordado pelo próprio, posteriormente, como o único despedimento da sua longa e brilhante carreira. Cintra escolheu o jovem Carlos Queiroz para liderar a equipa, treinador que mostrava uma nova face do ambicioso futebol português, bi-campeão mundial de sub-20 e recentemente despedido da Seleção Nacional sénior por ter sugerido "limpar toda a porcaria que existe na Federação", após afastamento da qualificação para o Mundial-94, aos pés da Itália. Este acontecimento, tal qual caixa de Pandora, despoletou uma série interminável de consequências, ainda em vigor, merecendo o título, na minha opinião, de momento mais marcante do futebol português dos últimos 20 anos, pelo menos. Passo a enumerar algumas das consequências do mesmo:
- dias depois deste incidente, os jogadores do Sporting reuniram-se para um jantar de despedida ao Mister Robson; no regresso desse jantar, o jogador Cherbakov sofre um violento acidente de viação, ficando paralisado da cintura para baixo e terminando assim a sua curta e promissora carreira.
- pouco mais de um mês depois, o FC Porto, com uma primeira volta desastrada, sob o comando do retornado Tomislav Ivic (RIP, também), contrata Robson como treinador. Este chegou às Antas acompanhado por um jovem tradutor, de seu nome José Mourinho e teve como principal adjunto o já residente Augusto Inácio. Esta equipa técnica venceu os dois campeonatos seguintes, dando início ao primeiro (e até hoje único) pentacampeonato do futebol português.
- volvidos dois anos e meio, Bobby e Mourinho rumam a Barcelona, vencendo o campeonato espanhol e a Taça das Taças com o contributo de 3 portugueses: Figo, Couto e Baía. O futebol português e os futebolistas lusos começam a ganhar um destaque internacional nunca anteriormente conhecido.
- Augusto Inácio, que bebeu diretamente da sapiência do Inglês, assume o cargo de treinador principal do Sporting em 1999, conseguindo quebrar a hegemonia do Dragão e recuperando um título nacional que escapava aos de Alvalade há 18 anos. (passados uns meses, foi despedido!)
- Por sua vez, Carlos Queiroz, embora tenha conquistado apenas uma Taça de Portugal ao serviço do Sporting, ganhou o protagonismo suficiente para ser convidado por outro Sir, desta feita o escocês Alex Fergusson, para ser o treinador de campo do colosso Man United. Posteriormente, esta opção parece ter contribuído para um olhar mais atento do clube inglês sobre o mercado português, no qual acabou por investir milionariamente nas contratações de Cristiano Ronaldo, Nani e Anderson.
- Em 2000, o principal pupilo de Robson, o jovem Mourinho, abandona o cargo de adjunto de Louis Van Gal, no Barça, e assume a liderança da equipa do Benfica, a convite de João Vale e Azevedo. Porém, a crise directiva do clube da Luz, após mudança de direcção e entrada de Manuel Vilarinho, afasta o jovem técnico dos destinos do clube. Mourinho queria garantias de continuidade, mas Vilarinho mantinha a convicção de que o treinador certo para o Benfica era Toni. Por outro lado, as relações entre Mourinho e um dos membros da velha guarda benfiquista, Jesualdo Ferreira, não eram as melhores. Assim, após alguns meses na Luz, Mourinho derrota os rivais do Sporting (e detentores do título) por 3-0 e demite-se no final do jogo. Curiosamente, o mesmo destino teve Augusto Inácio, o treinador derrotado nessa noite.
- O resto também é história mais que conhecida: após uns meses na União de Leiria, Mourinho ruma às Antas para devolver a glória a um Porto que já não sabia o que era passar 3 anos consecutivos sem títulos. Nos dois anos seguintes, Mourinho conquista dois campeonatos, uma Taça, duas Supertaças, uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões ao serviço dos Dragões...
- Mourinho marca o mundo do futebol e vai somando títulos por onde passa, transformando o Chelsea num dos grandes clubes europeus e devolvendo a glória europeia a um Inter que andava há décadas procurando-a. No Real, o maior desafio da sua carreira está ainda em crescimento.
- Em 2010, o FC Porto decide prescindir dos serviços do desgastado Jesualdo Ferreira (mal-amado no Dragão, muito por culpa do seu passado mas também da sua falta de ambição, apesar de ter conquistado 3 campeonatos) e contratar o pupilo do pupilo de Robson: o ainda mais jovem André Villas-Boas. À semelhança do seu Mestre, André recupera o domínio interno para o FCP e soma-lhe êxito internacional com a conquista da Liga Europa, logo na primeira época completa como treinador principal! No final, ruma ao Chelsea com a promessa de novos títulos e com ar de desafio ao Real Mourinho...
- Falta ainda ver o que conseguirá o pupilo do pupilo do pupilo... mas Vitor Pereira parece estar a começar bem e ter argumentos para dar continuidade a esta sucessão de êxitos que parece interminável!

Por tudo isto, Sousa Cintra, não te deixarei morrer!!! Foste tu quem despoletou tudo isto, marcando o ponto decisivo de viragem no domínio do futebol português! E, para melhor recordar o 11 de Setembro do futebol português, nada como rever os golos dessa fria noite de 07 de Dezembro de 1993:

http://www.dailymotion.com/video/x8d6ur_casino-salzburg-3-sporting-0-de-199_sport

Já que falei da confiança do Novak no comentário ao post anterior...

... devo dizer que apreciei sobremaneira o empate do Benfica frente aos verdadeiros Diabos Vermelhos. Um resultado moralizador para a equipa portuguesa (face a um empate normal e conveniente aos campeões ingleses, que praticamente garantiram o 1º lugar de um grupo em que já se sabe quem vai passar à fase seguinte) que, como é normal nesse clube, levado em ombros pela comunicação social propagandista, irão embandeirar em arco este resultado nos próximos dias, como garantia de um "benfica à benfica" (vá-se lá saber se isso é bom ou mau...). ÓPTIMO, mesmo! Não por um desejo patriótico-hipócrita do género "eu quero é que as equipas portuguesas ganhem" porque, quem me conhece, sabe que "eu quero é que o benfas se f***" e estou-me a c**** para os jogos deles, quer ganhem quer percam, desde que não interfiram com o meu clube. Fico contente pelo boost de moral vermelha, típico desta altura da época, e pela convicção que JJ e seus pupilos sentem neste momento sobre as suas capacidades. Nesse sentido, espero sinceramente que o ésse-éle-bê vença a surpreendente Briosa (desculpa lá, Pedro Emanuel, sei que não mereces isto), para que se desloque ao Dragão, na 6ª jornada, de peito feito e confiante na viitória! Adoro o Benfica de peito aberto no Dragão! Teria algum receio do potencial da equipa benfiquista se, tal como aconteceu no ano transacto na 1ª mão da meia-final da Taça de Portugal, o benfas se deslocasse ao Porto com o orgulho ferido e com todas as cautelas e mais alguma. Esse é o Benfica realista, conhecedor das suas limitações e da sua inferioridade face ao actual campeão... esse é o Benfica perigoso, de que eu não gosto! Quanto ao Benfica de peito feito ao estilo "somos os maiores do mundo e empatamos com o MU em casa porque somos o maior clube do mundo".... bem, esse é o adversário ideal para o embate do Dragão! e espero ver esse Benfica daqui a semana e meia. Por isso, e com todo o respeito... Pedro Emanuel, grande capitão... deixa lá os vermelhos ganharem no próximo fim-de-semana, com goleada, de preferência! Porque eu quero mesmo que eles acreditem e que vão ao Dragão cheios de moral...