Quanto ao Génova, também equacionado nestas contas, foi de facto uma equipa dominadora do futebol italiano, mas algumas épocas antes. o Genoa CFC detém 9 títulos da Série A, embora o último tenha sido conquistado em 1923/24. Ainda assim, com 9 campeonatos e uma Taça, o Génova destaca-se bastante dos seus rivais genoveses da Sampdoria, que conta apenas um campeonato italiano, embora tenha já vencido 4 Taças de Itália, uma Taça das Taças e tenha sido finalista vencido da Taça dos Campeões Europeus em 1991/ 92.
Um blog de bola e ant'activos metabolismos lírico-reflexos...de bola, que não debalde-s, ya;
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Provavelmente a melhor equipa de sempre...
... falecida num desastre de avião foi, afinal, do Torino (a dúvida surgira numa recente conversa com os camaradas Alor e Nascimientti). O acidente, ocorrido a 4 de Maio de 1949, ficou conhecido como a "Tragédia de Superga" e aconteceu na viagem de regresso da equipa após um particular disputado em Lisboa frente ao Benfica. O Torino fora o grande dominador do futebol italiano na década de 1940, vencendo os campeonatos de 42/43, e o tetracampeonato de 45/49, somando-lhes ainda a Taça de Itália de 42/43. Há muitos que defendem que foi esta a melhor equipa italiana de todos os tempos, sendo muito provável que continuasse a somar títulos, caso não se tivesse registado a referida tragédia.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
O dia dos finais épicos
Há dias assim, memoráveis, pelas melhores ou piores razões, conforme os interesses e as expectativas de cada um! O dia de ontem, Domingo, 29 de Janeiro de 2012, foi um desses dias, marcado por vários finais dignos de registo, uns mais oficiais que outros.
Em primeiro lugar, quero deixar a minha homenagem à épica final do Open da Austrália, onde os guerreiros Nadal e Novak se degladiaram durante 05h53m, naquela que foi, até hoje, a mais longa final de um torneio do Grand Slam da era Open. Tive o privilégio de acompanhar em direto os últimos 3 sets do encontro, com a cabeça ainda esBURAKAda pela noite anterior, mas com toda a atenção arrebatada pelo fabuloso espetáculo que ambos os tenistas proporcionaram: uma verdadeira demonstração de Força, de vontade e de determinação. Venceu Novak, mas na verdade ambos venceram. Venceu o público presente na Rod Laver Arena, venceram os milhões de telespectadores espalhados pelo mundo, venceu o ténis!
Porém, cá pelo burgo do futebol português, também se registaram vários finais: o fim da série de 55 jogos sem perder do FCP, perdendo assim a oportunidade de igualar o recorde do Benfica, o fim da série de jogos sem ganhar do Sporting em 2012, o fim da luta pelo título e o fim de qualquer pingo de crédito que Vitor Pereira podia ainda ter como treinador principal. Num dia ensombrado pelo fim do período de transferências, que se aproxima, uma coisa ficou clara: a SAD portista já se devia ter mexido antes! Boas notícias: Lucho "El Comandante" González parece estar de regresso à Invicta, e vem acompanhado por um pinheiro (o austríaco Janko) que procurará ser, enfim, a grande referência ofensiva da equipa. É pena que os reforços cheguem apenas quando o campeonato já foi à vida, mas.. mais vale tarde que nunca! Tendo isso em conta, urge tomar uma decisão o mais prontamente possível: o despedimento de Vítor Pereira! Rápido, que pode ser que assim ainda consigamos salvar a Liga Europa, única via aberta para o Dragão, embora a ameaça do City pareça barreira francamente intransponível para futebol tão patético como o que o Porto tem vindo a apresentar. Se VP continua, corremos o risco de ver Lucho a jogar a defesa-direito ou Janko a fazer de central, isto partindo do princípio que jogam. Pois que de nada servirá contratar bons jogadores com um timoneiro equiparável ao do Costa Concordia.
Tenho, no entanto, de fazer uma saudação especial ao regresso de El Comandante! Lucho sempre disse que queria regressar ao Porto e vem cumprir a promessa, reduzindo o seu ordenado para menos de um terço do que auferia em Marselha. Uma atitude de louvar de um verdadeiro Portista, mesmo tendo nascido na argentina e nunca tendo falado em "cadeiras de sonho". Toda esta época azul e branca está irremediavelmente marcada pela atitude rastejante do sr. Libras-Boas. Sim, ele é o principal responsável pelo que está a acontecer, superando ainda Pinto da Costa e o incompetente do treinador atual, que lhe sucedem nas responsabilidades. O regresso de Lucho é o contraponto perfeito para atitude tão vil, embora peque por tardio! Não faz mal, há que olhar para o frente, como faz o Comandante quando celebra um golo. É tentar terminar a época no segundo lugar (será difícil com VP ao leme!) para atacar a Champions na próxima época... com a braçadeira de Capitão orgulhosamente ostentada no braço de El Comandante!
Podem encomendar as faixas...
Sim, de facto, há uma coisa em que Vitor Pereira tem razão: o Benfica já pode encomendar as faixas! Mas não é de agora nem pelos motivos invocados pelo projeto de treinador... na verdade, o benfas já pode encomendar as faixas desde que Pinto da Costa decidiu segurar o treinador após as eliminações na Taça de Portugal e na Liga dos Campeões. Não há mais nada a dizer. Vitor Pereira RUA! Já!! És mau demais para ser verdade! É isto que acontece quando se coloca um veiculo topo de gama nas mãos de um carroceiro. E, já agora... a SAD azul e branca que dê a cara e assuma o erro, pois o seu silêncio já ultrapassou há muito os limites do tolerável!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
NextGen CAN
Pois bem, meus velhos, temos CAN, a CAN of worms, vormes no sentido do remexido, da surpresa (against the odds? BIG SURPRISE!), caseira (em Bata tombando o Senegal) e forasteira (em Alvalade, perdão, em Leiria, o Sporting, por uma vez favorito de caras ante o Inter, claudicando pela margem mínima), par de competições lançadas, uma CAN no dealbar atribulado-adiado (QUE CHUVA, GUSTAVO!?) de uma 2ª jornada que já havia dado um Líbia 2 - Zâmbia 2, para carimbar o bilhete de volta para um ex-candidato - e uma NexGen em que de novo se realizou um filme Italiano, vejam lá ou revejam, para vós por certo o déja vu é de borla*, o Inter vir de AUTOCARRO a Leiria rubricar o passe para as meias-finais de uma prova, faltou realmente tirar o 'Coehlo' da cartola.
* Para quem como eu ainda ontem falava de ressacas, vai lá vai, que é como que diz fui lá fui - 'tá pago, ardido, queimado
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Alvalade do Magrebe
Meus resultados dote com.endo na juba, vá que no caso do jogo de Olhão ante um Sporting?, os leões de Alvalade (de Portugal) juntaram-se aos do Atlas marcando passo - estes no seu arranque na vigente Taça das Nações Africanas, CANeca continental (e logo contra as...águias de Cartago), aqueles na Liga Zon Sagres (vulgo vernáculo campeonato). Dose dupla ANTibolista, leonina ressaca e a sintomatologia bastante de ter sido o tento de honra Marroquino apontado por um ex-...Lourinhanense-Sporting-B, ó faz favor sô Edward Norton de pegar na dica a propósito do propalado regresso das equipas secundárias!
Da conectividade Magrebina em questão nos duelos apontados aqui se titula (do verbo, ó ciência!): de Alvalade ao Magrebe via Algarve, (...)
Da conectividade Magrebina em questão nos duelos apontados aqui se titula (do verbo, ó ciência!): de Alvalade ao Magrebe via Algarve, (...)
Che Nascimientti vs Co Adriaanse
Muito bem, parece que finalmente começa a haver movimentações antibolistas que não partem dos suspeitos do costume! Saúdo este re-Nascimento com prazer, esperando que a pólvora não tenha secado e que os canhões estejam prontos a disparar.
Por respeito, abstenho-me de comentar a presente situação do Sporting, pois não quero ser mais um a bater no ceguinho (que, diga-se, além de cego está também coxo, tuberculoso, psicótico e com tendências suicidas). O que se passa em Alvalade não é novo nem recente; tem a ver com problemas estruturais sérios, que se arrastam desde o tempo do Cintra e que parecem ter sido ligeiramente minorados apenas durante a gestão Roquette.
Por outro lado, não posso deixar de comentar a declaração bombástica com que o camarada Nascimientti concluiu a sua primeira intervenção. A admiração que “El Mago” desperta no nosso colega justifica-se plenamente dada a sua preferência clubística e as recentes exibições do argentino. Porém, saltar daí para uma máxima generalista sobre o futebol moderno parece-me demasiado arriscado. A primeira coisa que me ocorreu ao ler tal depoimento foi: Co Adriaanse!
Apesar do técnico holandês nunca ter sido bem aceite nem compreendido em Portugal, inclusivamente pelos adeptos do Futebol Clube do Porto, convém recordar que este treinador, em apenas uma época (e pré-epoca seguinte) ao serviço dos Dragões, conquistou o Campeonato e a Taça de 2005/ 2006, logo após uma época desastrosa para o clube. Infelizmente, muitos preferem recordar a prematura eliminação na fase de grupos da Champions, às mãos do modesto Artmedia ou as duas derrotas para o campeonato face aos rivais da Luz. Os seus críticos e os de má memória atribuem esses desaires à sua tática “suicida” dos 3 centrais ou à sua insistência em deixar no banco craques como Diego ou Quaresma. Esses argumentos são, porém, falsos. A referida tática do 3-4-3 apenas começou a ser aplicada na equipa a partir do mês de Fevereiro, após uma primeira volta sofrível com o clássico sistema dos 4 defesas. Foi também nesta altura que Quaresma se afirmou definitivamente como titular, jogando ao seu melhor nível de sempre – fez-lhe muito bem a série de jogos no banco. Paralelamente, foi com esta alteração tática que Diego saiu da equipa, sendo rendido pelo jovem Raul Meireles.
Diego era visto por muitos como o génio, o mago, o artista, o habilidoso, o cérebro, a inspiração, enfim, todos esses adjetivos poéticos que são geralmente atribuídos ao clássico nº 10 de qualquer equipa. Porém, apesar do reconhecido jeito que o puto reguila brasileiro tinha para jogar à bola, a eficácia do jogo coletivo ficava profundamente prejudicada na sua presença. O puto fintava mas não defendia, assistia mas não recuperava, marcava golos mas não pressionava. Pelo contrário, Meireles enchia o campo, dava músculo e dinâmica à equipa, ajudava a unir os setores e aproximava os médios dos avançados. O resultado dessa mudança, chocante para alguns, foi a fantástica série de 14 vitórias consecutivas com que os azuis e brancos terminaram a época (uma delas em Alvalade, garantindo praticamente o campeonato face ao Sporting de Paulo Beiças que, nessa altura, lutava e bem pelo título), arrebatando os dois principais troféus nacionais. Moral da história: é fixe ter um 10 e um ídolo que faz magia em campo… mas é melhor ser campeão!
O que enche os estádios não são as jogadas fabulosas de um génio, mas sim as vitórias e os títulos coletivos – basta olhar para a época passada, em que o Estádio do Dragão registou uma média de ocupação superior a 90%! Os títulos, no futebol “moderno” altamente competitivo, conquistam-se com um esforço coletivo, tanto a defender como a atacar, do qual TODOS, até as estrelas, têm de fazer parte. É por isso que qualquer equipa que tenha ambição de vencer provas nacionais ou internacionais tem de preocupar-se, em primeiro lugar, em garantir um box-to-box, ou um 8, como preferirem, que dê garantias de sucesso. Se ele for um artista, tanto melhor! Há alguns Nº 10 que conseguem ser assim: um 6, um 8, um 10 e até um 9, simultaneamente. Aimar não será um desses casos, mas havia um certo nº 10, que fintava com os dois pés, que era até melhor que o Pelé… Ah, pois! Era o Deco, olé, olé! (Zinedine Zidane seria um exemplo demasiado óbvio, não?)
Bem, esta dissertação já vai longa, pelo que termino, deixando apenas algumas perguntas no ar (já quês estamos ativos, há que aproveitar): que seria de um Aimar sem um Ramires ou um Witsel? Algo parecido com o Aimar da época passada? E quantos títulos ganhou? E quantos estádios encheu? Que seria do Messi sem o Xavi e o Iniesta? Algo parecido com o Messi que joga na seleção argentina? A Espanha precisa do génio para ganhar títulos mundiais? E, já agora, quantas equipas venceram uma competição europeia este século jogando com um Nº 10 clássico?
Por respeito, abstenho-me de comentar a presente situação do Sporting, pois não quero ser mais um a bater no ceguinho (que, diga-se, além de cego está também coxo, tuberculoso, psicótico e com tendências suicidas). O que se passa em Alvalade não é novo nem recente; tem a ver com problemas estruturais sérios, que se arrastam desde o tempo do Cintra e que parecem ter sido ligeiramente minorados apenas durante a gestão Roquette.
Por outro lado, não posso deixar de comentar a declaração bombástica com que o camarada Nascimientti concluiu a sua primeira intervenção. A admiração que “El Mago” desperta no nosso colega justifica-se plenamente dada a sua preferência clubística e as recentes exibições do argentino. Porém, saltar daí para uma máxima generalista sobre o futebol moderno parece-me demasiado arriscado. A primeira coisa que me ocorreu ao ler tal depoimento foi: Co Adriaanse!
Apesar do técnico holandês nunca ter sido bem aceite nem compreendido em Portugal, inclusivamente pelos adeptos do Futebol Clube do Porto, convém recordar que este treinador, em apenas uma época (e pré-epoca seguinte) ao serviço dos Dragões, conquistou o Campeonato e a Taça de 2005/ 2006, logo após uma época desastrosa para o clube. Infelizmente, muitos preferem recordar a prematura eliminação na fase de grupos da Champions, às mãos do modesto Artmedia ou as duas derrotas para o campeonato face aos rivais da Luz. Os seus críticos e os de má memória atribuem esses desaires à sua tática “suicida” dos 3 centrais ou à sua insistência em deixar no banco craques como Diego ou Quaresma. Esses argumentos são, porém, falsos. A referida tática do 3-4-3 apenas começou a ser aplicada na equipa a partir do mês de Fevereiro, após uma primeira volta sofrível com o clássico sistema dos 4 defesas. Foi também nesta altura que Quaresma se afirmou definitivamente como titular, jogando ao seu melhor nível de sempre – fez-lhe muito bem a série de jogos no banco. Paralelamente, foi com esta alteração tática que Diego saiu da equipa, sendo rendido pelo jovem Raul Meireles.
Diego era visto por muitos como o génio, o mago, o artista, o habilidoso, o cérebro, a inspiração, enfim, todos esses adjetivos poéticos que são geralmente atribuídos ao clássico nº 10 de qualquer equipa. Porém, apesar do reconhecido jeito que o puto reguila brasileiro tinha para jogar à bola, a eficácia do jogo coletivo ficava profundamente prejudicada na sua presença. O puto fintava mas não defendia, assistia mas não recuperava, marcava golos mas não pressionava. Pelo contrário, Meireles enchia o campo, dava músculo e dinâmica à equipa, ajudava a unir os setores e aproximava os médios dos avançados. O resultado dessa mudança, chocante para alguns, foi a fantástica série de 14 vitórias consecutivas com que os azuis e brancos terminaram a época (uma delas em Alvalade, garantindo praticamente o campeonato face ao Sporting de Paulo Beiças que, nessa altura, lutava e bem pelo título), arrebatando os dois principais troféus nacionais. Moral da história: é fixe ter um 10 e um ídolo que faz magia em campo… mas é melhor ser campeão!
O que enche os estádios não são as jogadas fabulosas de um génio, mas sim as vitórias e os títulos coletivos – basta olhar para a época passada, em que o Estádio do Dragão registou uma média de ocupação superior a 90%! Os títulos, no futebol “moderno” altamente competitivo, conquistam-se com um esforço coletivo, tanto a defender como a atacar, do qual TODOS, até as estrelas, têm de fazer parte. É por isso que qualquer equipa que tenha ambição de vencer provas nacionais ou internacionais tem de preocupar-se, em primeiro lugar, em garantir um box-to-box, ou um 8, como preferirem, que dê garantias de sucesso. Se ele for um artista, tanto melhor! Há alguns Nº 10 que conseguem ser assim: um 6, um 8, um 10 e até um 9, simultaneamente. Aimar não será um desses casos, mas havia um certo nº 10, que fintava com os dois pés, que era até melhor que o Pelé… Ah, pois! Era o Deco, olé, olé! (Zinedine Zidane seria um exemplo demasiado óbvio, não?)
Bem, esta dissertação já vai longa, pelo que termino, deixando apenas algumas perguntas no ar (já quês estamos ativos, há que aproveitar): que seria de um Aimar sem um Ramires ou um Witsel? Algo parecido com o Aimar da época passada? E quantos títulos ganhou? E quantos estádios encheu? Que seria do Messi sem o Xavi e o Iniesta? Algo parecido com o Messi que joga na seleção argentina? A Espanha precisa do génio para ganhar títulos mundiais? E, já agora, quantas equipas venceram uma competição europeia este século jogando com um Nº 10 clássico?
sábado, 21 de janeiro de 2012
10, Pablo Aimar
Camaradas.
Faço finalmente a minha primeira aparição no antibolismo, sem deixar de reconhecer que esta peca por tardia. Já muita coisa foi dita (e bem) e outra tanta ficou por dizer.
Como nota introdutória e descontextualizada para quase todos, dizer o seguinte: Pablo Aimar.
É verdade.
Falar sobre PABLITO é a minha primeira incursão sobre uma espécie em vias de extinção. O número 10 no futebol moderno. O puro 10, o cérebro, a cabeça, a técnica, a assistência, o drible, o comandante, o maestro, a magia e claro, o mito.
A magia do futebol está desde os seus primórdios associada ao número 10. O seu perfume normalmente sai dos pés de jogadores como Aimar. O talento destes jogadores é fulcral para o povão ir ver a bola. E neste caso encher o Estádio da Luz.
No caso de Pablo Aimar, Rui Costa foi buscá-lo ao Real Zaragoza em Julho de 2008. Era a passagem da batuta a ser feita simbolicamente pelo Maestro. E essa batuta ganha ainda mais importância quando é segura pelo novo camisola 10 do Benfica. Porque é única e porque Aimar é uma raridade.
É um jogador que pode jogar em qualquer equipa do mundo, porque ele sabe jogar como e com qualquer grande jogador. Ele assume o jogo, não se esconde, tem futebol nos pés e na cabeça, tem vontade de jogar e faz a diferença com o pormenor. Com o requinte. Como um regalo.
A ideia essencial e para discussão, é que o futebol não precisa do box-to-box moderno, do novo 8, do pau para toda a obra, do carregador de piano que às vezes também mete as unhas nas teclas.
Precisa isso sim, do número 10, do playmaker à antiga, de Pablo Aimar, el payaso.
Faço finalmente a minha primeira aparição no antibolismo, sem deixar de reconhecer que esta peca por tardia. Já muita coisa foi dita (e bem) e outra tanta ficou por dizer.
Como nota introdutória e descontextualizada para quase todos, dizer o seguinte: Pablo Aimar.
É verdade.
Falar sobre PABLITO é a minha primeira incursão sobre uma espécie em vias de extinção. O número 10 no futebol moderno. O puro 10, o cérebro, a cabeça, a técnica, a assistência, o drible, o comandante, o maestro, a magia e claro, o mito.
A magia do futebol está desde os seus primórdios associada ao número 10. O seu perfume normalmente sai dos pés de jogadores como Aimar. O talento destes jogadores é fulcral para o povão ir ver a bola. E neste caso encher o Estádio da Luz.
No caso de Pablo Aimar, Rui Costa foi buscá-lo ao Real Zaragoza em Julho de 2008. Era a passagem da batuta a ser feita simbolicamente pelo Maestro. E essa batuta ganha ainda mais importância quando é segura pelo novo camisola 10 do Benfica. Porque é única e porque Aimar é uma raridade.
É um jogador que pode jogar em qualquer equipa do mundo, porque ele sabe jogar como e com qualquer grande jogador. Ele assume o jogo, não se esconde, tem futebol nos pés e na cabeça, tem vontade de jogar e faz a diferença com o pormenor. Com o requinte. Como um regalo.
A ideia essencial e para discussão, é que o futebol não precisa do box-to-box moderno, do novo 8, do pau para toda a obra, do carregador de piano que às vezes também mete as unhas nas teclas.
Precisa isso sim, do número 10, do playmaker à antiga, de Pablo Aimar, el payaso.
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